VÍDEOS: Grupo protesta contra vinda do presidente Michel Temer a Alagoas
Manifestantes fizeram ato em Jaraguá; presidente lança programa de combate à seca
Centenas de integrantes de movimentos estudantis, trabalhistas, sociais e de partidos de esquerda fizeram um ato, na manhã desta terça-feira (27), contra a vinda do presidente da República Michel Temer (PMDB) a Alagoas. O grupo se concentrou desde cedo na Praça Marcílio Dias, no bairro de Jaraguá, em Maceió, de onde seguiu em marcha até o Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, local em que Temer vai assinar convênio para liberação de recursos para combate à seca.
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Seguranças contratados pelo cerimonial e militares das Forças Armadas impediram o acesso dos manifestantes ao Centro de Convenções. O portão do espaço foi bloqueado.
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Os manifestantes fizeram uma convocação pelas redes sociais assim que tomaram conhecimento de que o presidente estaria em Maceió nesta terça-feira. Um dos líderes do movimento, o professor Magno Francisco da Silva, explicou que o ato era pacífico e tinha como lema 'Fora Temer em Alagoas'. No entendimento de Magno, as medidas tomadas pelo governo federal até o momento devem atingir Alagoas de forma mais desastrosa.

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"A maneira como ele anunciou a vinda a Alagoas, sendo um dia antes, revela o receio dele de ouvir o povo", completa Magno Francisco.
A estudante do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Ianá Sandes, disse que a reforma no Ensino Médio, também proposta pelo governo Temer, foi uma medida "absurda" porque, na avaliação dela, censura os estudantes, que não poderiam mais emitir opiniões. "A reforma tinha que ser feita, mas não dessa maneira. O governo não quis nos ouvir e também não quer nos ouvir. Estamos reféns aos mandos e desmandos do governo", acredita.

"Michel Temer deixou bem claro que é averso ao povo e que quer censurar a imprensa, impondo critérios absurdos para os profissionais que querem cobrir sua vinda a Alagoas. Ele se vangloria da sua impopularidade e utiliza isso para implantar uma agenda de governo que não foi aprovada pelo povo. Nós não o escolhemos como presidente e não o aceitamos como tal. Um governo golpista e ilegítimo que quer quebrar o Brasil", critica Pessoa.

