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Sobrinho de Anis Amri e outros dois são presos na Tunísia

Filho da irmã de Amri é suspeito de participar de 'célula terrorista' na Tunísia. Ele disse ter recebido dinheiro do tio para ir para a Alemanha

Três pessoas ligadas ao tunisiano Anis Amri, suposto terrorista que atacou uma feira em Berlim, foram presas na Tunísia por suspeita de fazer parte de uma "célula terrorista", segundo a France Presse. O ministro do interior do país informou neste sábado (24) que o sobrinho está entre os detidos. Amri foi morto na madrugada de sexta-feira (23), em Milão, na Itália.

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O anúncio da Tunísia acontece um dia depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmar que pretende aumentar o número de deportações de tunisianos que tiveram o visto negado, segundo a agência Reuters. A decisão é tomada após o ataque em Berlim.

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"O sobrinho confessou que estava em contato com o seu tio através do aplicativo criptografado Telegram para escapar da vigilância policial", indicou o ministério, segundo a France Presse. O ministério informou ainda que ele havia prometido fidelidade ao grupo extremista Estado Islâmico em um vídeo enviado para Anis Amri.

O filho da irmã de Anis Amri confessou que o tio havia "enviado dinheiro" por correio sob uma falsa identidade para ajudá-lo a se juntar a ele na Alemanha, de acordo com o ministério. O sobrinho também disse que seu tio era o "emir" de um grupo jihadista com sede na Alemanha e conhecido como a brigada "Abu al-Walaa".

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Os detidos, que têm entre 18 e 27 anos, atuam em uma célula terrorista entre Fuchana, ao sul de Tunis, e Ueslatia, cidade da família Amri no centro do país.

Fuga sozinho

Nina dos Santos, autoridade que trabalha no serviço contra o terrorismo na Itália, afirmou que Anis Amri fugiu sozinho depois do ataque que deixou 12 mortos e 48 feridos na capital alemã, na segunda-feira (19). Ele levava com ele apenas 1000 euros, segundo relato feito à CNN por Nina dos Santos, autoridade que trabalha no serviço contra o terrorismo na Itália.

Quando foi surpreendido pela patrulha de rotina em Milão, o tunisiano de 24 anos vestia três calças. Ele não tinha celular ou documento de identidade. Na mochila, Amri levava apenas uma escova de dentes e espuma de barbear.

Investigações apontam que Amri estava na direção do caminhão que atropelou uma multidão na noite de segunda-feira (19), no centro da capital alemã. Doze pessoas morreram e 48 ficaram feridas no atentado, que foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

Um vídeo divulgado pela Amaq, agência ligada ao Estado Islâmico, mostra que Amri jurou fidelidade ao líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, e prometeu que iria matar os "cruzados que bombardeiam os muçulmanos todos os dias".

O tunisiano chegou à Itália após ter passado pela França, segundo a agência italiana Ansa. Ele passou por Turim e, em seguida, pegou um trem para Milão, onde chegou por volta de 1h desta sexta. Ele deixou a Estação Central e seguiu para Sesto San Giovanni, onde foi abordado pelos policiais.

Investigações continuam

As autoridades alemãs continuam neste sábado a investigar o atentado de Berlim à procura de possíveis cúmplices que poderiam tê-lo ajudado a entrar na Itália, apesar da polícia em seu encalço. "O perigo terrorista continua", advertiu na sexta-feira a chanceler Angela Merkel.

"Para nós, agora, é de grande importância determinar se na preparação e execução" do ataque ao mercado de Natal "e na fuga do suspeito, houve uma rede de apoio, uma rede ajuda, cúmplices ou pessoas", ressaltou o procurador Peter Frank.

Os investigadores devem, em primeiro lugar, reconstituir a rota exata do tunisiano Anis Amri de Berlim até Milão, explicou Frank. A polícia alemã quer saber ainda se a arma utilizada em Milão é também aquela usada para matar um motorista de caminhão polonês.

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