'Depois do assassinato, vivo numa câmara de tortura', diz mãe de agropecuarista
Quatro acusados de participação na morte de Reyneri Pimentel sentam no banco dos réus nesta quinta-feira
A primeira etapa do julgamento de quatro acusados de envolvimento na morte do agropecuarista Alberto Reyneri Pimentel Canales Ybarra, no Fórum do Barro Duro, em Maceió, nesta quinta-feira (15), foi marcada pelo depoimento emocionado da mãe da vítima.
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"Depois que ele morreu, eu vivo um sofrimento sem tamanho. É a maior dor da face da terra. Era melhor que eles tivessem me matado. Tem quatro anos que vivo numa câmara de tortura. A única coisa que quero é justica", afirmou Helenilda Veloso Pimentel.
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Para ela, não há dúvidas de que Arnaldo Cavalcante Lima tem participação no crime. De acordo com Helena Pimentel, o réu planejou o crime durante um ano e chegou a comprar um terreno próximo à fazenda da vítima para "arquitetar melhor o crime".
A morte de Reyneri Pimentel aconteceu em agosto de 2012, na Fazenda Acapulco, em Palmeira dos Índios. Segundo os autos, Paulo Roberto Xavier de Araújo, Rogério Ferreira Dos Santos e Eli Oliveira de Almeida entraram na fazenda, encapuzados, e praticaram o crime.


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Conforme a denúncia, o crime foi motivado por uma briga que ocorreu anteriormente, na casa do advogado Lutero Beleza, onde a vítima esmurrou o réu Arnaldo Cavalcante Lima, que, para se vingar da agressão, teria contratado os serviços de Eli Oliveira.

Antes do julgamento ter início, o advogado Raimundo Palmeira afirmou que o processo se arrasta há quatro anos e com seu cliente ainda preso. Afirmou ainda que a vinculação dele ao processo seria apenas devido a uma confusão que os dois teriam tido dois anos antes da morte da vítima.
"Essa situação teria sido contornada lá mesmo. O Arnaldo tem 20 anos de Polícia Militar, sem um ato sequer de violência. Foi também vereador em Palmeira dos Índios. Durante a instrução, os elementos apontavam para vários outros suspeitos. Tempos depois, eis que aparece essa história da confusão. A partir daí, fez-se a concepção de que foi o Arnaldo o responsável pelo crime", frisou o advogado.
Segundo ele, um dos suspeitos inicialmente apontado está foragido. "São dez os suspeitos, todos com histórico de violência. A defesa vai alegar inocência e pedir a absolvição. Que a polícia investigue, já que punir um inocente não é justiça. A investigação estava certa no começo, mas, estranhamente, quebrou-se o rumo da investigação, com os pistoleiros profissionais sendo soltos".
O julgamento acontece no 3º Tribunal do Júri da Capital e é conduzido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal.
