Ufal suspende matrículas de alunos devido à greve dos técnicos
Uma nova data será acordada com os servidores, que são esponsáveis pelo procedimento
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) informou, neste sábado (12), que as matrículas dos estudantes referentes ao segundo semestre de 2016, que iniciariam na próxima segunda-feira (14), foram adiadas para outra data a ser informada. A medida foi tomada, de acordo com a instituição, devido à greve dos servidores técnico-administrativos, iniciada no último dia 31 de outubro e que não tem prazo para acabar.
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A assessoria de comunicação da Ufal enviou um comunicado à imprensa no qual informa o adiamento tomado pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). Alunos novatos e veteranos estavam cientes de que as matrículas do semestre letivo 2016.2 iniciariam no começo da próxima semana, mas o calendário teve que ser revisto.
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A nota encaminhada pela Ufal revela que a Prograd ainda está no aguardo de mais esclarecimentos e posicionamentos por parte do comando geral de greve dos técnicos para que seja decidida a nova data para as matrículas dos estudantes. Os servidores são os responsáveis pelo procedimento burocrático das matrículas.
Motivos da paralisação


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Os técnicos dizem ser contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, antiga PEC 241, que tramita no Senado Federal, mas já foi aprovada em duas votações na Câmara dos Deputados, e se mostraram descontentes com o descumprimento de um acordo grevista do ano passado. Eles alegam que pontos acertados no documento que pôs fim à paralisação da categoria foram descumpridos pelo governo federal.
Entre os itens descumpridos, a categoria aponta a não democratização dos institutos federais e a não criação do Plano nacional de Qualificação dos Técnicos. Segundo o coordenador, no entanto, o ponto principal é a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 241, que congela os gastos públicos pelo prazo de 20 anos.
A PEC 55 prevê o congelamento dos investimentos públicos pelo governo federal pelos próximos 20 anos e tem sido motivo de inúmeros protestos pelo Brasil. Em Alagoas, dezenas de escolas estão ocupadas por estudantes inconformados com a aprovação da proposta. A Reitoria da Ufal é uma das ocupadas. Devido a estas ocupações, o Ministério da Educação adiou as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de quase 8 mil candidatos em Alagoas para o começo de dezembro.
