Mazola Júnior: "Ficou praticamente impossível, mas ainda não acabou"
Técnico do CRB lamenta prejuízo com tabela "indigesta", lembra derrotas em casa e defesa mais vazada, mas destaca "melhor campanha do Galo na Série B"
Certeza do dever cumprido. Foi com este sentimento que o técnico regatiano Mazola Júnior falou à imprensa, na noite desta sexta-feira, após mais uma derrota no Rei Pelé e que reduziu sobremaneira as chances de o CRB voltar ao G4 da Série B. Durante a coletiva no vestiário do Rei Pelé, Mazola tratou de valorizar a campanha alvirrubra, lamentando o curto espaço de tempo entre as duas últimas partidas e lembrando as oito derrotas de sua equipe no Trapichão - o que também contribuiu para tornar a defesa regatiana a mais vazada da competição, com 53 gols tomados.
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"Não conseguimos controlar a ansiedade. Tentamos algumas mexidas, mas a maioria dos jogadores sentiu muito. Não fizemos por merecer. Até o Cleyton marcar o gol, o Júlio [César, goleiro] não havia feito nenhuma defesa. Recorremos a todas as armas que tínhamos, jogando com dois homens de área, mas não tivemos forças. Ficou claro desde os últimos momentos do jogo em Juiz de Fora [quando o Galo vencia por 4x0 e quase permitiu o empate]", comentou o treinador, que também criticou o árbitro goiano Eduardo Tomaz de Aquino.
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"A arbitragem não teve a mesma postura, em relação a cartões, para com o Paysandu. Não expulsou um jogador deles e sabia quais dos nossos jogadores já tinham amarelo", avaliou.
Já quando perguntado sobre a remota possibilidade de acesso, Mazola reconheceu a dificuldade. "Este resultado nos complica muito quanto ao nosso grande sonho. Ficou praticamente impossível, mas o campeonato ainda não acabou. Pode ser que amanhã a rodada nos traga surpresas. Temos de deixar o pessimismo de lado e valorizar a boa campanha do CRB. Nunca o clube foi tão falado em todo o país. É a melhor campanha do Galo na história da Série B. Todos os objetivos do ano estão sendo cumpridos, e o torcedor regatiano reconhece a luta deste grupo. Foram poucos os que vaiaram hoje", destacou, acrescentando que irá deixar para outro momento uma análise mais criteriosa, junto à direção, acerca dos erros cometidos pelo grupo.


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"Temos uma folha [de pagamento] que nos daria apenas a condição de manter o Galo na Série B, mas vou continuar trabalhando como se estivesse no G4 até 26 de novembro. Quem não tiver este espírito terá de resolver a sua vida com o clube", emendou Mazola, que também voltou a citar fatores extra-campo como determinantes nesta reta final de competição, a exemplo das especulações em torno de ajuda financeira para clubes que já nada aspiram, como é o caso do próprio Paysandu.
"O momento não é de pedir desculpa, mas de agradecer o apoio do torcedor. Temos a defesa mais vazada do campeonato. Não iríamos subir com uma campanha como a que fizemos em casa. Perdemos oito vezes no Rei Pelé. O acesso é algo muito mais complicado do que imaginamos. Sabemos que muita coisa não depende da gente, e é claro que existe mala branca".
