Agentes da Polícia Civil fazem protesto por melhores condições de trabalho
Policiais fizeram ato com café da manhã na orla de Ponta Verde
Um enterro simbólico da segurança pública, realizado na manhã desta quinta-feira (26), na praia de Ponta Verde, em Maceió, marcou um protesto de agentes da Polícia Civil por melhores condições de trabalho. Os policiais denunciam o que classificam como descaso e cobram ações por parte do governo estadual.
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Segundo a categoria, o governo vem escondendo os números reais da violência em Alagoas.
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"O secretário Lima Júnior deu uma entrevista dizendo que a situação está sob controle, mas, somente em uma semana, tivemos dois assassinatos na orla, que é o lugar mais protegido do estado. Imagina se a situação não estivesse sob controle", afirma Ricardo Nazário, vice-diretor jurídico do Sindicato dos Policiais.
De acordo com Nazário, foram registrados 3.175 homicídios, 5.961 assaltos a pedestres, 4.500 roubos a veículos e 952 estupros ao longo dos últimos 21 meses (1 ano e 9 meses).


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"Isso acontece porque não há uma política de segurança pública implantada pelo governo, que não tem uma metodologia para combater o crime", acrescentou o dirigente sindical.
O secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, entrou em contato com aGazetawebe disse considerar o homicídio um crime bárbaro onde quer que ele aconteça. "Não existe discriminação, para a Segurança Pública, de locais de onde ele aconteça. Com relação aos homicídios da orla, o Estado tem dado respostas e, no primeiro caso, o suspeito foi identificado e já está preso".

Sobre a orientação publicada no Diário Oficial dessa quarta-feira, desaconselhando o uso de coletes vencidos, Nazário afirmou que só existe mais um lote de coletes e que, depois disso, os policiais não terão mais como trabalhar nas investigações.
"Desde janeiro que estamos denunciando essa questão do vencimento dos coletes. Saiu essa ordem da Delegacia Geral para que não usássemos os coletes e entendemos que é válida, mas que é algo que acontece tardiamente. Não sabemos como vão ficar as investigações. Como os policiais vão aos locais de crimes?", questionou.
'SSP não merece'
Em resposta ao protesto, o governador do Estado, Renan Filho (PMDB), disse que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não merece ser "sepultada", é uma injustiça cometida contra o Estado. Alagoas, segundo Renan, reduz violência enquanto o Brasil cresce na criminalidade, e, além disso, os salários dos servidores estão em dia enquanto 11 estados estão com os salários atrasados.
"Os policiais querem mais aumento em plena crise econômica. Mesmo com diálogo, eles já fizeram greve neste ano e que foi arbitrária, porque chegaram a fechar o Porto de Maceió. Quanto aos homicídios, outra alegação da categoria, reafirmo que, no mês de setembro, tivemos o menor número de assassinatos da história de Alagoas desde 2012. Até o final do ano, pretendemos tirar Maceió das oito capitais mais violentas do país", afirmou Renan Filho.
