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Iraque e coalizão realizam ataques em ofensiva para expulsar EI de Mossul

Mossul é último grande reduto dos extremistas no país. Explosões puderam ser ouvidas da entrada leste da cidade

As forças iraquianas, com apoio aéreo e terrestre da coalizão liderada pelos Estados Unidos, iniciaram uma ofensiva nesta segunda-feira (17) para expulsar o Estado Islâmico da cidade de Mossul, último grande reduto dos extremistas no país.

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Helicópteros realizaram ataques, e explosões puderam ser ouvidas da entrada leste da cidade, onde militantes curdos seguiram para tomar vilarejos periféricos, segundo a Reuters.

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Os Estados Unidos preveem que o Estado Islâmico sofrerá uma grande derrota, conforme as forças iraquianas realizam a maior operação desde que os EUA retiraram suas tropas, em 2011.

Cerca de 30 mil soldados iraquianos, milícias curdas peshmerga e combatentes tribais sunitas participam da ofensiva para afastar de 4 a 8 mil militantes do Estado Islâmico de Mossul, cidade com 1,5 milhão de habitantes.

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Preparação

Desde a semana passada, as forças iraquianas apoiadas pela aviação da coalizão internacional liderada pelos EUA vêm fazendo seus últimos preparativos para iniciar a ofensiva para libertar Mossul.

A cidade, a segunda mais importante do país, foi capturada pelos extremistas em junho de 2014. Neste ano, o EI foi perdendo parte dos territórios que controlava e a maior parte das cidades importantes, sendo Mossul seu domínio mais valioso na atualidade.

Região estratégica

A região, no norte do país, é rica em poços de petróleo e a venda do produto se tornou uma importante fonte de rendas para o grupo terrorista. A cidade também fica perto da fronteira com a Turquia, uma posição estratégica para a dinâmica de comércio local. Os turcos são acusados de comprar petróleo dos jihadistas, o que eles negam veementemente.

Para o governo iraquiano, a tomada de Mossul seria uma demonstração de força e de credibilidade. O exército iraquiano já tomou outras cidades consideradas importantes pelo grupo, como Tikrit (abril 2015), Ramadi (dezembro de 2015), Falluja (junho de 2016).

Fuga

Autoridades temem que um milhão ou mais de pessoas sejam forçadas a deixar a cidade, segundo a CNN. O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) afirmou que até 100 mil iraquianos podem se deslocar para Síria e Turquia para fugir do ataque militar, segundo a Reuters.

As organizações humanitárias não possuem uma ampla estrutura capaz de atendê-los caso isso aconteça. A Acnur fez um apelo por mais 61 milhões de dólares para tendas, acampamentos, itens de inverno e fornalhas para deslocados dentro do Iraque e novos refugiados que precisam de abrigo nos dois países vizinhos.

De acordo com os dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), desde maio, quando foi confirmado que o exército iniciaria uma ofensiva para retomar a cidade das mãos dos jihadistas, mais de 65 mil pessoas fugiram de Mossul e foram acolhidas pela entidade. Estimativas apontam que 3,3 milhões iraquianos foram deslocados desde 2014.

Série de ataques

Desde o momento em que as tropas preparavam a ofensiva para tomar Mossul, Bagdá tem sido alvo de uma escalada de atentados terroristas. Nesta segunda, poucas horas depois do início da operação militar, um carro-bomba provocou uma explosão em um posto de controle do exército ao sul da cidade. Dez pessoas morreram e 17 ficaram feridas. O atentado não foi reivindicado.

No domingo, duas pessoas morreram em um atentado anti-xiita em Bagdá, e no sábado uma série de ataques, incluindo um atentado suicida reivindicado pelo EI, mataram 46 pessoas.

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