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Grupo faz ato na orla de Maceió por distribuição de remédio para doenças raras

STF prevê retomar julgamento de processos sobre remédios de alto custo

Mais uma vez, associações, familiares e amigos dos portadores de doenças genéticas e raras se reuniram, em Maceió, para uma mobilização contra a votação do Supremo Tribunal de Justiça (STF) que pode suspender o fornecimento público de medicação para estes pacientes. O ato aconteceu no fim da tarde deste domingo (16), em trecho da Avenida Silvio Viana (Rua Fechada), na orla de Ponta Verde.

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O grupo exibia faixas e cartazes com mensagens em que pedia a atenção da sociedade para que se manifeste contrária a este possível impedimento e as consequências dele aos portadores de síndromes. Eles tinham a intenção de conscientizar e sensibilizar as pessoas, além dos gestores, sobre a importância do julgamento desta matéria no STF.

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FOTO: livia leão

A mobilização é nacional. Em Maceió, o grupo também distribuiu panfletos explicando o processo no Supremo. Está em questão se o poder público deve arcar com medicamentos de alto custo que não estão incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS) e ainda determinar se é obrigação do Estado financiar remédios que não tenham autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entre as entidades que participaram do ato deste domingo estavam a Associação Alagoana dos Familiares e Amigos dos Pacientes de Mucopolissacaridose e Doenças Raras (AAMPS) e Associação dos Familiares e Amigos dos Pacientes de Angioderma Hereditário.

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Maria Eduarda, de 21 anos, tem a Síndrome Mucupolissacarose. O pai dela, José Sampaio, disse que o tratamento custa, em média, R$ 25 mil por semana. A paciente foi uma das cobaias de um estudo nos Estados Unidos para o tratamento da doença. Na América do Sul, os testes foram concentrados em Porto Alegre. A síndrome, segundo ele, atinge 1 a cada 1 milhão de pessoas


				Grupo faz ato na orla de Maceió por distribuição de remédio para doenças raras
FOTO: livia leão

"A medicação foi aprovada nos Estados Unidos e, com isso, o laboratório decidiu doar a medicação por cinco anos. Após esse período, o governo deverá fornecer. Ela só está viva por causa da medicação. É questão de qualidade de vida", apela José Sampaio.

A juíza Silvana Cansanção foi diagnosticada há cerca de 1 ano com Síndrome de Takayasu, que entope todas as artérias do corpo. A doença ainda não é reconhecida no Brasil, o diagnóstico é muito raro e a magistrada faz o tratamento em São Paulo uma vez por mês à base de medicamentos. "É uma doença autoimune que pode desenvolver uma série de complicações, como artrite, artrose e esclerose múltipla. É preciso pensar nas pessoas que não têm plano e corre sério risco de morte", relata.

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