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Resolução da Unesco sobre local sagrado em Jerusalém irrita Israel

Monte do Templo é reverenciado por judeus e muçulmanos. Resolução cita local apenas pelos nomes muçulmanos

Estados membros da Unesco renovaram uma resolução criticando Israel por restringir acesso de muçulmanos a um local sagrado em Jerusalém, disse uma fonte diplomática europeia, irritando o governo de Israel ao também se referir à área somente por seus nomes muçulmanos, informa a agência de notícias Reuters.

O local, reverenciado por judeus e muçulmanos, é conhecido por judeus como Monte do Templo e por muçulmanos como al-Aqsa our Haram al-Sharif.

Mas um esboço da mais recente versão da resolução mostra o local repetidamente descrito somente pelos nomes muçulmanos, algo que Israel diz fortalecer uma negação à história judaica.

"O teatro de absurdos na Unesco continua e hoje a organização adotou outra decisão delirante, que diz que o povo de Israel não possui conexão com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações", disse em Jerusalém o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após a decisão.

A resolução, que é renovada periodicamente, condena Israel por restringir acesso de muçulmanos ao local e por agressão de policiais e soldados.

Reação palestina
"Esta é uma mensagem importante para Israel, que deve encerrar sua ocupação e reconhecer o Estado Palestino e Jerusalém como sua capital com seus locais sagrados muçulmanos e cristãos", disse Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Em comunicado divulgado pela agência EFE, o Ministério de Relações Exteriores palestino afirma que essa resolução "tem por objetivo pôr fim às ações perigosas e ilegais de Israel contra os lugares sagrados" da cidade.

"O Estado da Palestina dá as boas-vindas à adoção de duas resoluções na Unesco, que refletem o contínuo compromisso da maioria de seus Estados-membros de confrontar a impunidade e defender os princípios sobre os quais se fundou", diz a nota.

A nota afirma que o Estado palestino lamenta, no entanto, "que alguns países sucumbiram à campanha de relações públicas e intimidação orquestrada por Israel" que "mudou o foco" da decisão, que, segundo defende, se centra "nas ações ilegais e coloniais de Israel em Jerusalém Oriental ocupada".

"A iniciativa palestina tem por missão pôr fim às perigosas e ilegais ações de Israel contra os lugares sagrados em Jerusalém e os direitos dos palestinos, incluindo o direito de culto", continua a nota.

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