Nº de recuperações judiciais cresceu mais de 1000% nos últimos 4 anos em AL
Diante da crise, processos são alternativa para evitar a falência de empresas
A recuperação judicial tem sido cada vez mais procurada em Alagoas. Tidos como uma alternativa para evitar a falência de empresas, esses processos cresceram mais de 1000% entre 2012 e 2016 no estado, conforme dados do Tribunal de Justiça (TJ/AL).
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Para o advogado, professor e especialista no tema, Cleantho Rizzo, os números refletem a crise econômica enfrentada pelo país nos últimos anos. "Em 2012, quando o Brasil ainda não estava em crise, só existiram três processos registrados no TJ de Alagoas, este ano já são 40, isso só até agosto. Em todo o ano de 2015, quando a crise econômica começou a dar sinais mais fortes, foram 46!", conta.
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Alagoas reflete os números nacionais. Dados do Serasa Experience demonstram que até agosto deste ano os pedidos de recuperação judicial cresceram mais de 60% em relação ao mesmo período do ano passado. "O lado bom é perceber que as empresas estão procurando uma alternativa para evitar a falência e, consequentemente, manter sua função social. O mecanismo ideal, nos casos daquelas organizações que são viáveis, é a recuperação judicial", afirma Rizzo.
A recuperação judicial é um meio para que a empresa em crise reorganize seus negócios durante as dificuldades financeiras momentâneas. O objetivo da lei é viabilizar que a organização supere a situação de crise econômico-financeira, buscando evitar a falência. Assim, ela mantém sua produção, o emprego dos trabalhadores e o interesses dos credores.


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"Mas para ter acesso ao benefício desta lei, a empresa deve atender alguns requisitos como não estar falida, ter atividade regular há dois anos, não ter sido beneficiada pela recuperação judicial nos últimos 5 anos e não ter sócio, administrador ou controlador condenado pela prática de crime falimentar. Só desta forma a Justiça concede o direito de entrar em recuperação judicial", explica Rizzo.
