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Polícia investiga ao menos três adoções ilegais em maternidades de Maceió

Casos ocorreram no intervalo de 10 dias; Conselho Tutelar é acionado

Pelo menos três casos de adoção ilegal em maternidades de Maceió foram registrados em 10 dias. O Conselho Tutelar e a Justiça estão de olho neste crime, que ainda é frequente em todo o país. Em um deles, uma mulher de 31 anos deu à luz na Santa Mônica, usando documento de outra pessoa.

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Segundo informações colhidas pelaTV Gazetana maternidade, uma suposta amiga da gestante foi à unidade como acompanhante, mas com a intenção de sair com a criança. A maternidade, por sua vez, diz que não desconfiou de nada. A farsa só foi descoberta porque a criança nasceu com sífilis - que é transmitida por contato sexual - e o bebê precisou ficar internado por oito dias. Além disso, uma denúncia por telefone, que ajudou o conselho a acabar com a tentativa de adoção ilegal.

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"A gente soube, também, que a acompanhante entrava a hora que queria e dormiu duas noites com a cartinha de acompanhante com o nome de terceiros", disse uma funcionária, que não quis se identificar.

Já na Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente, foi descoberto que a mãe biológica tinha um acordo com a mulher interessada no recém-nascido.

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"Uma testemunha falou que existe um contrato de guarda no nome de outra pessoa e que essa outra pessoa iria cuidar da criança. Isso chamou a atenção e vamos investigar se há a prática de outros crimes, além da falsidade já configurada", disse a delegada Adriana Gusmão.

O conselheiro tutelar Luiz Carlos dos Santos afirma que a falta de um controle mais rígido no acesso às maternidades ocasiona as tentativas de adoção ilegal. Foram três casos em 10 dias. "As gestantes estão entrando com o nome de outra pessoa e não há uma fiscalização maior dentro das maternidades. O Conselho Tutelar está pedindo respostas e vai cobrar através de fiscalização", alerta Luiz Carlos.

Em outra maternidade da capital, o Conselho Tutelar descobriu mais um caso. Neste, uma funcionária desconfiou e chamou os conselheiros. Em depoimento na delegacia, a mulher, de 28 anos, negou que doaria a criança para outra pessoa. O bebê foi encaminhado para a adoção e está sob a guarda provisória de um casal.

O juiz da Vara da Infância e da Juventude de Maceió, Igor Figueiredo, diz que, apesar da pena de quatro a cinco anos de prisão para quem adota uma criança ilegalmente, esse tipo de tentativa ocorre com frequência em todo o país. "Aqui em Alagoas, havia uma quantidade de casos sem notificação. Em agosto deste ano, foi feita uma reunião com as maternidades e com todos os conselheiros tutelares, e conseguimos detectar cerca de quatro a cinco casos no último mês. Estamos adotando as providências para que cada vez mais esse tipo de crime seja reduzido.

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