Família de cabeleireiro nega programa e diz que há motivo torpe
Segundo nota enviada à imprensa, adolescente mantinha relacionamento com Alvandir
Por intermédio de um advogado contratado para atuar no caso da morte de Cícero Alvandir Dimorais, cabeleireiro assassinado no dia 17 deste mês, a família da vítima afirma que a versão do menor sobre o crime é "falaciosa e absolutamente surreal". De acordo com a defesa, o acusado mantinha um relacionamento com Alvandir e o assassinato teve um motivo torpe.
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Segundo o advogado da família, Dawis Alves, a tese trazida pelo acusado é falsa e a vítima e o menor se relacionavam há algum tempo. Além disso, o advogado ainda nega que o programa tenha existido.
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Em uma entrevista coletiva ocorrida nessa segunda-feira (26), a cúpula policial informou que o adolescente de 17 anos confessou o crime por não ter recebido R$ 200 do programa contratado pela vítima. Os dois teriam discutido e o menor esfaqueou Dimorais até a morte.
Em relatos de testemunhas, a versão da família também se confirma. Segundo uma delas, o menor já teria se relacionado com outro amigo do cabeleireiro e este, ao perceber que o acusado estava roubando, rompeu o caso.


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Relembre o fato
O corpo do cabeleireiro Cícero Alvandir Dimorais foi encontrado na tarde da última terça-feira (20), dentro do salão de beleza em que o mesmo trabalhava, no bairro do Prado, em Maceió.
Segundo familiares, Alvandir estava desaparecido desde o sábado (17). A Polícia Militar foi acionada ao local devido ao forte mau cheiro e houve a necessidade de arrombar a porta do imóvel, onde ele também residia.
Por meio de nota, familiares e amigos se mostraram insatisfeitos com o desfecho do caso. Confira:
"Fora com muita indignação que a família e amigos, ainda enlutados, receberam a suposta motivação do bárbaro assassinato do cabeleireiro Alvandir, apresentada por seu algoz. É uma tese falaciosa e absolutamente surreal. Lamentavelmente, a vítima não está mais neste plano para se defender. Todavia, as provas indiciárias colhidas até aqui, demonstram indubitavelmente que o assassino confesso busca desqualificar a vítima, com o intuito de atenuar sua culpa, o que não será possível.
O assassino, na verdade, agiu de forma torpe e covarde, ceifando a vida da vítima, com quem mantinha um relacionamento, com golpe de arma branca, em seu próprio lar. O advogado criminalista Dawis Alves, contratado pela família para atuar como assistente de acusação, assegura ainda que no curso do processo criminal ficará cabalmente provado que o acusado agiu de forma premeditada e absolutamente repugnante, razão pela qual deverá ser condenado".
Maceió-AL, 27 de setembro de 2016.
