Brasil bate recorde de medalhas em uma mesma edição de Paralimpíada
País chega a 48 medalhas e passa campanha de Jogos Paralímpicos de Pequim 2008
Ainda faltam quatro dias de competições, mas já dá para dizer que o Brasil fez história nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Na noite desta quarta-feira, o país alcançou o maior número de medalhas em uma mesma edição de Paralimpíada. Até o momento foram 48 (dez de ouro, 24 de prata e 14 de bronze), superando o recorde anterior, de 47 medalhas, obtida em Pequim 2008. Assim como naquela edição, atletismo e natação são os carros-chefes da equipe brasileira. Juntas, as duas modalidades somam 38 medalhas (23 do atletismo e 15 da natação). Os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro terminam no próximo domingo, dia 18 de setembro.
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Se for levado em consideração a classificação pelo número de ouros, porém, a campanha deste ano até o momento é inferior ao recorde, obtido em Londres 2012. Naquela ocasião, o país conquistou a marca de 21 ouros, além de 14 pratas e oito bronzes, o que resultou no 7º lugar do quadro geral, melhor colocação final do país na história. Em Pequim 2008 foram 47 medalhas: 16 de ouro, 14 de prata, 17 de bronze e a 9ª colocação na classificação final.
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A 48ª medalha na Rio 2016 coube ao revezamento 4x100m masculino da natação. Daniel Dias, Andre Brasil, Ruiter Silva e Phelipe Rodrigues conquistaram a prata, ficando atrás apenas da Ucrânia. A China ficou com o bronze.
Apesar da menor quantidade de ouros no momento, o Brasil ocupa atualmente a 5ª colocação no ranking. Esta posição é justamente a meta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), objetivo considerado ousado, mas factível. O Brasil conta na Rio 2016 com a maior delegação de sua história, 288 atletas. As quatro primeiras colocadas são as superpotências paralímpicas China, Grã-Bretanha, Ucrânia e Estados Unidos, delegações que haviam terminado à frente do Brasil em 2012. Na ocasião, o país também ficou atrás de Rússia e Austrália. Em 2016, no entanto a delegação russa foi proibida de participar da Paralímpiada em razão do escândalo de doping que também tirou diversos atletas das Olimpíadas do Rio, o que favorece a busca da meta do CPB. A Austrália, por sua vez, encontra-se em sexto lugar e é a principal ameaça à quinta colocação brasileira.


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Nos Jogos Olímpicos, disputados em agosto, a delegação brasileira também bateu o recorde de medalhas. Foram sete de ouro, seis de prata e seis de bronze, totalizando 19 pódios. A marca anterior era de 17 medalhas, em Londres 2012. A meta estabelecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), de terminar a Rio 2016 entre os 10 países com o maior número de medalhas, no entanto, não foi alcançada. O país terminou na 13ª colocação.
