No desempate, brasileiro perde pódio inédito no halterofilismo: "Dói muito"
Após receber em casa o melhor halterofilista do mundo para intercâmbio, Bruno Carra tem melhor resultado da história do Brasil, mas chora e lamenta fa
Bruno Carra não conseguiu conter as lágrimas ao ver o sinal vermelho no telão. A tentativa de levantar 163kg não foi validada pelos árbitros, e o brasileiro acabou perdendo o bronze no critério de desempate na categoria até 54kg do halterofilismo. O grego Dimitrios Bakochristos também fez a marca 162kg, mas levou a melhor por ser mais leve. Quarto colocado, Bruno conseguiu o melhor resultado do halterofilismo do Brasil em Paralimpíadas, mas deixar escapar o pódio inédito pesou mais para o atleta. O ouro ficou com o nigeriano Roland Ezuruike (200kg) e a prata com o chinês Wang Jian (170kg).
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- Eu tive a chance na minha mão. O peso estava superleve, mas não deu. Eu tinha de parar a barra no peito por dois segundos. Eu encostei no peito e subi muito rápido. Acho que fiquei focado em fazer com força. O halterofilismo nunca teve uma medalha paralímpica nem olímpica, e eu joguei fora essa chance. Eu abri mão de tudo na minha vida, na da minha esposa, da minha família. Pedi licença do trabalho. Acabei errando de uma maneira tão besta. Ninguém tem ideia do que uma medalha faz na vida de um atleta. Do terceiro para o quarto há uma diferença gigantesca. Dói muito - disse o atleta, que tem acondroplasia, popularmente conhecida como nanismo.
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Bruno se afastou do trabalho como engenheiro em uma empresa de desenvolvimento de software para focar nos treinos da Rio 2016. Ele até convidou o egípcio Sherif Osman, bicampeão paralímpico, para um intercâmbio em sua casa na reta final de preparação para os Jogos.
- Trouxe o melhor do mundo para um intercâmbio de quatro meses na minha casa. Teve gente que dirigiu 600km da cidade onde moro (Salto-SP) para vir aqui e vai voltar já - contou Bruno, entre lágrimas, depois de agradecer à torcida de parentes e amigos com camisetas personalizadas.


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A Paralimpíada do Rio era a primeira do halterofilista de 27 anos. Ele chegou a se classificar para os Jogos de Londres, mas foi suspenso por doping. Bruno alegou que o diurético hydrochlorothiazide, substância mascarante, entrou em seu organismo acidentalmente por causa de um chá. O Comitê Paralímpico Internacional confirmou a afirmação e diminuiu a suspensão dele de dois anos para nove meses.
