Itamaraty vai acompanhar apuração sobre morte de brasileira no Japão
Caso é investigado pela polícia japonesa; brasileira era de Itapeva (SP). Mulher morreu em lago; ministério diz que presta assistência à família
O Ministério das Relações Exteriores afirmou que acompanhará a investigação da polícia do Japão em relação àmorte da brasileira Lidia Kazumi Maeda. Lidia tinha 34 anos e foi encontrada morta no lago Biwa, na cidade de Hikone, na segunda-feira (5), após um passeio com moto aquática.
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Em nota, o Itamaraty informou que a causa da morte será investigada após a autópsia ser realizada . Ainda segundo o órgão, o Consulado-Geral do Brasil emNagoyaestá prestando assistência à família.
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O corpo de Lidia foi cremado no Japão às 18h desta terça-feira (6) no horário deBrasília(DF), segundo informou o pai, Yutaka Maeda. As cinzas serão trazidas ao Brasil, mas ele ainda não sabe se a família viajará até o Japão ou se as cinzas serão trazidas por um irmão dela que mora no país asiático.
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Lidia Kazumi Maeda morreu no Lago Biwa, na cidade deHikone, no Japão. De acordo com a amiga e colega de trabalho Jussara Rodolfo Passaro Yuguwa, ela e o companheiro faziam churrasco no fim de semana à beira do lago com um grupo de amigos, até que saíram passear em uma moto aquática e desapareceram. Após buscas pelo lago, os dois foram encontrados na segunda-feira pelos amigos.
"Não estava com ela, mas nossos amigos estavam e me ligaram desesperados dizendo que os dois tinham saído para passear com a moto e não voltaram mais. Eles chamaram a polícia que não os encontraram. Os policiais disseram que iam retomar as buscas no período da manhã. Mas eles (amigos) ficaram desesperados e resolveram buscar por conta própria. Foi então que acharam ela e o companheiro", conta.
Segundo Jussara, o companheiro foi encontrado consciente e levado para o hospital, onde permanece internado. Já Lidia foi encontrada morta. "Ela não resistiu e morreu. Estamos em estado de choque pelo que aconteceu. Nunca íamos imaginar que isso poderia acontecer. O que mais me dói é saber que a filha dela, de 10 anos, estava na areia e acompanhou todas as buscas e viu quando a mãe desapareceu", completa.
'Pedia para ela voltar'
Segundo o pai dela, o aposentado Yutaka Maeda, de 74 anos,ele a esposa pediam com frequência para que a filha que voltassea viver em Itapeva junto com a neta de 10 anos. "Ela quis ficar no Japão por questão financeira. Ela conseguiria viver aqui, mas disse que lá viveria melhor. E também por causa da filha, que nasceu no Japão e mal sabe falar português", revela Maeda.
Há três anos Lídia e os pais não se viam. O último contato entre eles foi por telefone há um mês, diz Maeda. "Isso torna tudo mais difícil. Ela era nossa 'caçulinha', a única menina entre quatro filhos. Mas faz parte da vida. Minha ficha não caiu ainda e a mãe dela agora está um pouco mais calma. Ela era uma boa filha", conta.
Lidia vivia noJapãohá 16 anos e atualmente trabalhava em uma fábrica de ar-condicionado na cidade de Konan, que fica na província de Shiga. Ela vivia com a filha de 10 anos, que agora poderá ficar com o pai. "Ela tinha a guarda da menina, agora não sei se minha neta ficará com o pai ou com a gente no Brasil", explica o avô Maeda.
