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Perícia Oficial realiza reprodução simulada da morte do capitão Rodrigues

Promotor espera dirimir divergências entre provas técnicas e testemunhais da morte de militar

A reprodução simulada da morte do capitão Rodrigo Rodrigues, ocorrida em abril deste ano, no conjunto Jardim Petrópolis 1, no bairro do Tabuleiro do Martins, vai acontecer na noite desta quarta-feira (31). A ação será coordenada pela Perícia Oficial de Alagoas, contando com a participação de testemunhas do crime, oportunidade em que o Ministério Público Estadual (MPE) vai tentar dirimir dúvidas sobre o fatídico episódio.

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O acusado, Agnaldo Lopes de Vasconcelos, de 49 anos, afirmou não saber que o homem que batia à porta de sua casa era um policial, alegando que atirou em legítima defesa quando da abordagem do oficial - que havia sido acionado para ocorrência de roubo de celular. Agnaldo segue preso. 

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A ação no local do crime vai reunir testemunhas de defesa e de acusação. Segundo o promotor José Antônio Malta Marques, a reprodução simulada terá como objetivo esclarecer os fatos relacionados à morte do policial, o que será de extrema importância ao transcorrer da ação penal.

"Nossa expectativa é dirimir quaisquer divergências entre as provas técnicas e testemunhais, esclarecendo diversos fatores. Todas as testemunhas serão ouvidas, enquanto o réu terá a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos", afirmou o promotor, sobre o procedimento a ser realizado, a partir das 19h, no local em que aconteceu o crime - toda a área será interditada pela polícia, a fim de facilitar a ação e garantir a integridade de todos os envolvidos. 

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O caso

O capitão Rodrigo Moreira Rodrigues, que estava na supervisão do dia do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP) na noite de 09 de abril deste ano, foi morto durante uma ocorrência na parte alta de Maceió. Conforme as investigações, a guarnição comandada pelo oficial de 32 anos foi recebida à bala por Agnaldo Lopes, que estava em sua residência - no endereço apontado pelo GPS de aparelho celular que havia sido roubado.

Os outros três policiais que acompanhavam Rodrigues não foram atingidos pelos projéteis. Já o capitão chegou a ser socorrido ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu à gravidade do ferimento e veio a óbito.O tiro que matou o oficial da PM entrou pela lateral do colete à prova de balas, transfixando o pulmão e saindo no rosto.

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