Collor, Benedito de Lira e Renan Calheiros votam pela cassação de Dilma Rousseff
Presidente foi cassada por 61 votos a 20 nesta quarta-feira
Os senadores Fernando Collor de Mello (PTC), Benedito de Lira (PP) e Renan Calheiros (PMDB) votaram, na sessão do Senado da tarde desta quarta-feira (31), pela cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). Collor e Benedito de Lira já haviam se manifestado apontando que votariam pela cassação. Mas o voto de Calheiros foi o primeiro desde que o processo chegou ao Congresso Nacional. Por 61 votos favoráveis e 20 contrários, Dilma foi afastada definitivamente da Presidência da República.
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Durante a votação do processo nesta quarta, o senador Collor esclareceu uma questão de ordem no sentido de que o processo atual deveria seguir o mesmo rito do adotado em 1992. Aliados de Dilma defenderam um entendimento diferente, justificando que a agora ex-presidente não deveria ficar inabilitada politicamente por oito anos. Para o ex-presidente, a depender da condução, das condições e conclusões de uma gestão, a destituição do chefe do Executivo torna-se, se oportuno, medida de governo.
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"Ao comparar o atual processo com o de 1992, hoje, a situação é completamente diversa. Além de infração às normas orçamentárias e fiscais, com textual previsão na Constituição como crime de responsabilidade, o governo afastado transformou sua gestão numa tragédia anunciada. É o desfecho típico de governo que faz, da cegueira econômica, o seu calvário, e da surdez política, o seu cadafalso", expôs Fernando Collor.
O senador Renan Calheiros discursou e destacou que o país e o parlamento estão "vivendo a história". "Se errarmos, a democracia se corrigirá, e o povo nos corrigirá. Um dia a história nos julgará, e nossa única certeza é que não nos omitimos", expôs. O peemedebista citou Ulysses Guimarães duas vezes para defender que o processo contra Dilma estaria garantido pela Constituição Federal e o "DNA da democracia", pedindo desculpas por eventuais "excessos" cometidos nos dias de sessão.


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Para o senador Benedito de Lira, Dilma Rousseff deve ser responsabilizada pela crise política e econômica do país."A julgar pelo ambiente político e pelas provas coletadas no processo, a presidente Dilma deverá ser formalmente deposta pelo desembaraço de sua contabilidade criativa, melhor representada pelas pedalas fiscais. Mais que isso, será responsabilizada, em definitivo, por deixar um país paralisado, sem direção e sem base alguma para administrar. A presidente não reúne mais condições políticas para governar", afirmou.
