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PM usa bombas em protesto contra o impeachment na Avenida Paulista

Manifestantes bloquearam avenida e botaram fogo em papéis e lixo. Tropa de Choque foi acionada para dispersar a manifestação

Policiais militares usaram bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes contrários ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) que protestavam na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (29). A confusão ocorreu na altura do Masp.

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A Tropa de Choque foi acionada para acabar com a manifestação. Por volta de 20h, caminhões da PM entraram na avenida para jogar água na barricada feita pelos manifestantes. Bombas também foram jogadas. Em seguida, a polícia passou a descer a Rua da Consolação atrás dos manifestantes.

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O ato foi convocado pelo Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular e começou pacífico às 18h20. A assessora de imprensa da CUT Nacional disse que aproximadamente 20 mil pessoas participam do ato na Avenida Paulista. A PM não divulgou números.

Às 18h50, o grupo, que caminhava em direção ao Paraíso nas duas pistas da Paulista, chegou até o Masp. Lá, a PM fazia um bloqueio. Segundo o major Teles, o bloqueio ocorreu porque os manifestantes não divulgaram o itinerário do ato.

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Após as bombas serem jogadas, os manifestantes espalharam lixo pela via e atearam fogo. Até as 19h20 não havia informações de feridos ou detidos.


				PM usa bombas em protesto contra o impeachment na Avenida Paulista
FOTO: Daniel Teixeira/Estadão Conteú

Por volta de 20h, dois caminhões da Tropa de Choque da PM chegou à Avenida Paulista. Os policiais avançaram em direção à barricada feita pelos manifestantes. O caminhão passou a jogar água para dispersar o protesto. Bombas também foram atiradas.

Interrogatório

O protesto, que também é contra ao governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), foi marcado para o dia em que Dilma é interrogada no Senado.

A presidente afastada voltou a defender um plebiscito para consultar a população sobre a antecipação das eleições presidenciais.

Essa proposta já havia sido apresentada pela presidente afastada há cerca de duas semanas, quando ela divulgou uma carta na qual disse apoiar a consulta à população, caso retome o mandato após o processo de impeachment.

"Eu defendo que hoje um pacto não será possível por cima, mas terá de ser um pacto tecido pela população brasileira. Que ela seja chamada a se posicionar no que se refere a eleições e à reforma política, porque considero absolutamente difícil para todos os presidente, não só para mim, mas para todos que virão no futuro, a governabilidade quando este país possui 35 partidos", disse Dilma

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