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Brasil fecha 94 mil vagas de trabalho formais em julho

No ano, até julho, 623 mil vagas foram cortadas e, em 12 meses, 1,7 milhão. Julho foi o 16º mês seguido de fechamento de vagas com carteira assinada

O fechamento de vagas de trabalho com carteira assinada teve continuidade em julho deste ano. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no mês passado as demissões superaram as contratações em 94.724 empregos.

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Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (25), revelam que este foi o décimo sexto mês seguido de fechamento de vagas formais. O último mês com contratações acima das demissões foi março do ano passado, quando foram criados 19,2 mil postos de trabalho.

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Apesar de negativo, o resultado do mês passado foi menos ruim do que o registrado em junho de 2015, quando foram fechados 157.905 postos de trabalho - pior resultado para meses de junho desde o início da série histórica do indicador, em 1992.

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Na parcial dos sete primeiros meses deste ano, as demissões superaram as contratações em 623.520 vagas formais. Foi o pior resultado para este período desde o início da série histórica do Ministério do Trabalho, que, neste caso, começa em 2002.

Até então, o pior resultado, para o período de janeiro a julho, havia sido registrado no ano passado - quando foram fechadas 485.069 vagas com carteira assinada.

Os números de criação de empregos formais dos sete primeiros meses do ano, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro a junho. Os dados de julho ainda são considerados sem ajuste.

Em 12 meses, mais de 1,7 milhão de demissões

O Ministério do Trabalho informou também que, nos últimos doze meses até julho, foi registrada a demissão de 1.706.459 trabalhadores com carteira assinada.

Ao final de julho, o país tinha um total de 39,06 milhões de trabalhadores empregados formalmente. No mesmo mês do ano passado, eram 40,77 milhões.

Setores da economia

Em julho, segundo os números do governo, o setor que mais demitiu foram os serviços, com o fechamento de 40.140, seguido pela construção civil (-27.718 vagas), pelo comércio (-16.286 empregos) e pela indústria de transformação (-13.298 postos formais).

Já nos sete primeiros meses deste ano, informou o Ministério do Trabalho, quase todos os setores da economia demitiram trabalhadores, com exceção da administração pública, que abriu 19.012 vagas, e da agricultura (+96.428 empregos com carteira assinada).

O comércio liderou o fechamento de vagas com carteira assinada nos sete primeiros meses deste ano, com 268.403 demissões. Em segundo lugar, estão os serviços com 164.601 vagas formais fechadas na parcial deste ano.

Logo depois, vem a indústria de transformação, com 153.197 empregos formais fechados no período, seguida pela construção civil - que registrou a demissão de 142.095 postos formais nos sete primeiros meses de 2016. A indústria extrativa mineral, por sua vez, fechou 6.108 vagas de emprego.

Números regionais

Segundo o Ministério do Trabalho, houve o registro de demissões em quase todas as regiões do país nos sete primeiros meses de 2016, com exceção do Centro-Oeste, que abriu 11.954 vagas neste período.

A região Sudeste foi a que teve mais trabalhadores demitidos de janeiro a julho deste ano, quando 305.710 pessoas perderam o emprego.

A região Nordeste, por sua vez, registrou a demissão de 223.382 trabalhadores, enquanto a região Sul contabilizou o fechamento de 61.433 vagas formais. Já a região Norte fechou 44.949 empregos com carteira assinada nos sete primeiros meses deste ano.

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