Governo publica progressões da Educação, mas pode enfrentar nova greve
Benefício precisa contemplar o universo de cerca de 9 mil servidores
O governo publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (17), a progressão funcional de vários servidores da Educação. As portarias atendem a uma reivindicação do sindicato que representa a categoria, porém, de forma parcial porque a decisão precisa contemplar o universo de cerca de 9 mil servidores, dentre profissionais do magistério e da área administrativa.
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O funcionalismo ainda aguarda o atendimento ao pedido de reajuste de 11,36% para a categoria, que ainda não foi negociado com o governo. Por causa disso, mobilizações podem ocorrer, inclusive novas paralisações de setores.
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Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo, esta é a primeira etapa da concessão da progressão de carreira por tempo de serviço para os servidores do magistério (professores), que devem ascender na profissão a cada cinco anos, e para os servidores administrativos, cuja ascensão se dá a cada três anos. Entretanto, o governo não cumpriu a legislação.
"A progressão deveria ter sido dada em abril, o que não ocorreu. Por isso, fizemos várias paralisações, o governador prometeu que daria em junho, julho, mas só foi conceder agora em agosto. Finalmente, saíram progressões de alguns profissionais, mas os demais ainda vão aguardar um tempo porque o Diário precisa publicar as portarias dos nove mil servidores", explicou Consuelo.


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A sindicalista classificou as publicações como uma conquista da categoria, que luta há muito tempo pela progressão, mas, ao mesmo tempo, é uma "vitória parcial". "Isso nos deixa receosos. Será que todos os profissionais serão contemplados?", questionou a presidente.
