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Dólar fecha em alta pelo terceiro dia seguido, mas segue abaixo de R$ 3,20

Moeda terminou o dia vendida a R$ 3,1885, em alta de 0,11%. Na 6ª, presidente do BC disse que intervenção no câmbio terá 'parcimônia'

Depois de passar praticamente todo o dia operando em queda, o dólar mudou de rumo nos últimos negócios e fechou em alta nesta segunda-feira (15), pelo terceiro dia seguido. Apesar da valorização, a moeda segue abaixo dos R$ 3,20. O dólar terminou o dia vendido a R$ 3,1885, em alta de 0,11% frente ao fechamento de sexta-feira.

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Na mínima do dia, o dólar chegou a ser vendido a R$ 3,1597. Na sexta, a moeda havia subido mais de 1%, com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn defendendo o regime de câmbio flutuante após comentários do presidente interino Michel Temer.

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"A leitura de sexta-feira, de que o governo poderia tentar segurar a queda do dólar, está ficando para trás", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado, à agência Reuters.

O dólar havia saltado 1,4%, maior alta em dois meses, e encostado em R$ 3,20 na sessão passada após o presidente interino Michel Temer afirmar que era necessário manter "um certo equilíbrio no câmbio", sem cotações altas ou baixas demais.

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A agência Reuters publicou nesta manhã que, segundo uma importante fonte da equipe econômica, o governo não tem muito como agir para conter a desvalorização da divisa. "Não tem muita coisa que se possa fazer, a experiência mostra que qualquer tipo de intervenção diferente não se sustenta e acaba sendo mais prejudicial", afirmou.

O dólar vem rondando os menores níveis em mais de um ano frente ao real, influenciado por expectativas de contínua atratividade de ativos brasileiros no cenário em que os juros norte-americanos não voltam a subir até o fim deste ano.

O otimismo no mercado sobre as promessas de restrição fiscal de Temer também vem corroborando o recuo do dólar.

Interferência do BC

O BC reagiu aumentando o ritmo de vendas diárias de swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares, de 10 mil para 15 mil. Dois operadores de bancos que negociam diretamente como BC acreditam que o pode voltar ao ritmo anterior nos próximos dias se o dólar não voltar a desabar, segundo a Reuters.

Cotações baixas demais podem atrapalhar a recuperação econômica ao prejudicar as exportações. Por outro lado, níveis altos tendem a pressionar a inflação.

Com sua política de intervenções, o BC reduziu seu estoque de swaps tradicionais, que correspondem a venda futura de dólares, para o equivalente a menos de US$ 50 bilhões. No ano passado, esse estoque girou acima de US$ 100 bilhões.

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