Pacotão do vôlei: susto, reclamação rival e nenhum set perdido nos Jogos
Meninas do Brasil batem a Coréia do Sul por 3 a 0, chegam a 12 sets vencidos e vão decidir o primeiro lugar do grupo contra a Rússia; Dani Lins e Leia
As meninas do técnico José Roberto Guimarães não estão para brincadeira na Olimpíada. Atuais bicampeãs no vôlei feminino, elas acumulam quatro vitórias nos quatro primeiros jogos do Grupo A. O início avassalador foi confirmado na última sexta-feira contra a Coréia do Sul. O triunfo por 3 a 0 deixou a Seleção com 12 sets vencidos e nenhum perdido até agora nos Jogos. O confronto teve ainda um choque dentre Dani Lins e Leia, mais uma atuação inspirada de Natália, autora de 16 pontos no jogo, um erro da arbitragem contra as coreanas e até dancinha das orientais. O Brasil volta à quadra no domingo para decidir a primeira posição da chave contra a Rússia. O jogo será realizado novamente no Maracanãzinho, às 22h35 (de Brasília).
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Foi um dos primeiros lances do jogo. Na tentativa de impedir o ponto da Coréia, Dani Lins e Leia foram na mesma bola e se chocaram. A preocupação em quadra e no banco de reservas foi grande. Ainda bem que não passou de um susto. Logo depois as duas já estavam recuperadas.
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- Nossa, que susto. Desespero total. Na hora que as duas se encontraram, eu vi a viola em cacos. Como a Dani bateu o malar, eu achei que tivesse afundado, tivesse tido alguma coisa muito mais grave. Ainda bem que não tem nada. Tomara que continue assim - lembrou Zé.
Está dando gosto de ver as meninas jogarem. O início avassalador do Brasil, com quatro vitórias, 12 sets vencidos e nenhum perdido lembra até agora a campanha da Olimpíada de Pequim - primeiro ouro do vôlei feminino. Na China, a Seleção foi campeã com oito vitórias e apenas um set perdido. Será que teremos um repeteco no Rio?


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- Acho que já éramos o time a ser batido, já viemos para a Olimpíada com isso. Somos as atuais campeãs, por mais que aqui todo mundo comece do zero. As adversárias se prepararam para vencer a gente. Não podemos bobear em momento algum - disse Fê Garay.
Melhor jogadora do último Grand Prix, vive grande fase e tem sido a principal pontuadora do Brasil nos Jogos. Depois de marcar 16 pontos contra o Japão, a camisa 12 repetiu a dose contra a Coréia. Foram 12 ataques, dois bloqueios e dois pontos de saque.
- Fico feliz de poder ajudar o time. Além do ataque, eu tenho ajudado muito no fundo de quadra. Sempre tive dificuldade no passe e estou melhorando. Isso me deixa feliz. Quero evoluir a cada jogo. Todas estão assim, uma ajudando a outra. Por isso conseguimos vitórias consecutivas.
Apesar de toda a superioridade do Brasil no jogo, as coreanas têm razão em reclamar de um erro de arbitragem no primeiro set. Após a largadinha, Dani Lins não conseguiu defender e a bola tocou no chão. Como parecia que a levantadora do Brasil tinha feito a defesa, o jogo seguiu e a Coréia acabou finalizando para fora. Curiosamente, e apesar da reclamação de Kim, uma das melhores jogadoras do mundo, as adversárias não pediram o desafio.
As coreanas não pareciam preocupadas com a derrota. Perto do fim do jogo, cada ponto que elas conseguiram era comemorado com uma dancinha dentro de quadra. Depois de vencerem Argentina e Japão, elas devem se classificar mesmo com as derrotas para Brasil e Rússia. Basta vencer Camarões, domingo, na última rodada, para garantir a terceira posição.
