Cresce procura por seguro de equipamentos portáteis em Alagoas
Celulares, tablets e câmeras fotográficas são alguns dos aparelhos que podem ser protegidos
Entre os seguros mais contratados pelos brasileiros estão o de vida, residencial e o de automóveis. Mas, outro tipo vem sendo adquirido aos poucos: o de equipamentos portáteis, que compreende os aparelhos celulares, notebooks, câmeras fotográficas, câmeras filmadoras, tablets e até smartwatches (relógio com funcionalidade de celular). Em Alagoas, o número de pessoas que contrataram ainda é pequeno, mas as corretoras já registraram um aumento significativo em comparação com os últimos anos.
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De acordo com o corretor Djaildo Almeida, que atua na área há 20 anos, o seguro para equipamentos portáteis é pouco contratado pelo grande público, sendo mais procurado por pessoas que utilizam o equipamento para trabalhar ou que correm mais risco de sofrer danos, roubos ou perdas.
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"O seguro varia de pessoa para pessoa. Se, por exemplo, um jornalista ou pessoas que exercem outra profissão na qual utilizam seu equipamento para trabalho, ele corre riscos de sofrer algo, o seguro para os equipamentos é essencial por lhe dão uma segurança, pois se algo acontecer, ele será coberto. Mas, se uma pessoa que pouco utiliza o equipamento, ou ele fica mais em casa, talvez o seguro não seja tão atrativo ou necessário para ele", explicou.
Djaildo afirma que, em sua grande maioria, as pessoas têm a preocupação apenas com bens mais valiosos, como automóveis, casas, e outro que seria inestimável: a vida. "Hoje o seguro de automóvel é o mais vendido no Brasil, seguido pelo de vida e em seguida vem o residencial. O de eletrônicos é pouco conhecido, mas as pessoas estão começando a optá-lo, principalmente por seguro para celulares e câmeras fotográficas", comentou.


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Fotografar sem medo
Repórter fotográfico há mais de 20 anos, Ricardo Lêdo, da Gazeta de Alagoas, possui duas câmeras fotográficas e equipamentos assegurados por uma corretora, dando cobertura total a qualquer sinistro que possa acontecer com elas. Para ele, o seguro lhe dá liberdade de ir e vir com seu equipamento, tanto durante o trabalho, como durante o horário de lazer.
Lêdo afirmou que devido a sua profissão, ele está sujeito às diversas situações, como ser assaltado durante pauta em área de risco, derrubar seu equipamento e danificá-lo, sofrer com ação da chuva, entre outras situações. Por isso, optou por contratar o seguro, além do automotivo.
"Desço grota, subo grota, vou atrás de polícia durante ação policial, visito locais onde estou sujeito a ser assaltado, tiro foto na chuva, subo em muros para obter um melhor ângulo de foto e isso tudo põe em risco meu equipamento. Com o seguro posso ficar despreocupado, porque terei prejuízo material, mas sei que serei ressarcido", conta.
Ricardo Lêdo contou à Gazetaweb que fez o seguro há 7 anos e que anualmente possui um custo de R$ 1.224 com as duas câmeras, mas que seu reembolso seria de R$ 10 mil por equipamento.

Durante seu período de lazer, Lêdo também leva seu equipamento e que faz de tudo por uma boa foto. Uma delas, foi tirada em cima de uma canoa no meio de um rio. O risco de derrubá-la na água era grande, mas mesmo assim seguiu com sua paixão. Recentemente ele viajou à Europa e, após pagar uma taxa de R$ 50, o equipamento estava assegurado mesmo em outro país.
Ele acabou de comprar um notebook de última geração e seu próximo passo também será assegurar o computador, que também utilizado por ele para trabalho.
Para o presidente da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de Alagoas (ARFOC-AL), Aílton Cruz, aos poucos os repórteres fotográficos e cinematográficos estão começando a aderir ao seguro.
"Nem todos tem esse pensamento ou não querer arcar com esse custo a mais, mas aos poucos eles estão aderindo. Acredito que 30% dos associados possuem seguro em seus equipamentos", contou. Atualmente a associação possui 84 membros.

Celulares
Um item bastante procurado nas corretoras, são os seguros para celulares. Mais modernos e mais práticos, os eletrônicos tornaram-se essencial na vida de qualquer um e, um alto investimento, em alguns aparelhos, podem ser uma dor de cabeça quando algo acontece com eles. Atualmente as operadoras de telefonia móvel também oferecem este tipo de seguro, mas devido ao valor pago, o cliente não opta por este tipo de serviço.

O iPhone 6, 6S e o Galaxy S6 são os celulares mais populares e os mais caros, portanto um investimento na compra desses aparelhos pesa no bolso quando alguém é assaltado, perde, ou é danificado por fator adverso. O seguro dá total cobertura, sem ônus para o contratante", explicou Djaildo Almeida.
Para o arquiteto Rodrigo Sousa, de 25 anos, a opção por contratar este tipo de seguro aconteceu após ele ter o celular roubado na porta de casa no bairro do Farol em 2015. Ele estava chegando em sua residência quando dois homens em uma moto se aproximaram, apontaram o revólver e levaram o aparelho. Após a compra de um novo, a operadora ofereceu o serviço e ele prontamente aceitou, pois em seu aparelho antigo havia contatos de clientes, projetos e toda sua agenda de atividades.
"Quando fui comprar um novo aparelho, porque não posso ficar sem meu celular, toda minha vida profissional está ali, a vendedora perguntou o motivo de uma nova compra, ao falar o motivo, ela me ofereceu o serviço e os benefícios. Prontamente aceitei, pois não aumentaria muito o valor que já pagou mensalmente", contou.
Pokémon GO
Uma febre mundial surgiu no início deste mês no Brasil, o Pokémon GO também virou mais um atrativo para uma empresa que oferece seguros on-line. A YouSe oferece planos mensais com cobertura para acidentes ou mortes que envolvam "Treinadores Pokémon". Isto mesmo, caso alguém sofra um incidente durante a caçada, a família será ressarcida e os custos pago pela seguradora.
Basicamente, o seguro consiste em um seguro de vida, mas na opção de profissão o contratante marca a opção "Treinador Pokémon". Numa simulação feita no site da empresa, os valores foram afixados em R$ 9,90 mensais e o valor total da indenização seria estimada em R$ 74 mil.

