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A maior! Simone Biles fatura segundo ouro no Rio; Rebeca fica na 11ª posição

Americana chora ao conquistar o título do individual geral na Olimpíada. Aly Raisman e Aliya Mustafina completam o pódio, enquanto brasileira fica for

A maior de todos os tempos. É assim que especialistas e fãs de ginástica artística definem Simone Biles. Se é a maior lenda da modalidade, só o tempo vai dizer. A mais completa da Olimpíada do Rio de Janeiro, porém, já é um título que a americana de 19 anos pode ostentar. Nesta quinta-feira, a ginasta de 1,45m de altura deu mais um show de precisão em acrobacias fantásticas. Mesmo quem nada entende de ginástica pode ver: Simone é a melhor, é a campeã do individual geral, prova que reúne os quatro aparelhos (salto, barras, trave e solo). Foi o segundo ouro da garoto, favorita a mais três conquistas nos Jogos. O primeiro que fez a menina sempre sorridente chorar de felicidade.

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O choro de Simone foi acompanhado pelo da amiga e compatriota Aly Raisman. A veterana ficou a 2,1 pontos da estrela da noite - 62,198 x 60,098 -, o suficiente para ficar com a prata, afinal, ninguém está à altura de baixinha de 1,45m. A russa Aliya Mustafina teve de se contentar com o bronze, com 58,665 pontos, uma ótima posição depois de um ciclo olímpico marcado por lesões.

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FOTO: REUTERS

Ainda dona da melhor posição do Brasil na história olímpica - foi décima em Pequim 2008 -, Jade Barbosa não pôde ver o fim da prova. Depois de entrar na final por decisão da comissão técnica do Brasil - a vaga a princípio era de Flávia Saraiva -, Jade sentiu fortes dores no tornozelo do pé direito após uma acrobacia no solo. Chorando muito, ela foi retirada do ginásio de cadeira de rodas. A ginasta vai passar por uma ressonância magnética para ter um diagnóstico da lesão.

1ª ROTAÇÃO

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Rebeca abriu a competição no salto, justamente o seu ponto forte. O cartão de visitas da anfitriã foi um voo quase preciso no Amanar, o salto mais difícil apresentado nesta final. Ela recebeu 15,566 pontos e só foi ultrapassada por Simone Blies (15,866) e Aly Raisman (15,633). As duas americanas também saltaram o Amanar e foram um pouco mais limpas na execução. Terceira colocada na classificatória, Rebeca manteve a posição, à frente da russa Aliya Mustafina (15,200), uma das favoritas.

Jade teve apenas pequenos desequilíbrios na trave e comemorou a série, mesmo com a nota 13,700 apenas. Ela começou na 20ª posição, ótimo para quem nem iria participar da prova. Jade ganhou a vaga de Flavia Saraiva, que por opção da comissão técnica deixou a final do individual geral para focar na disputa da trave.

2ª ROTAÇÃO

Aly Raisman abriu a segunda rotação nas barras assimétricas ela cometeu pequenas falhas e só conseguiu 14,166 pontos. O aparelho é o mais fraco de Simone, que somou 14,966 e viu Aliya Mustafina a ultrapassar. A russa, campeã olímpica das barras, tirou 15,666. Rebeca também não fez sua melhor série, não cometeu erros graves, mas a cara de decepção ao sair das barras previa uma nota não muito boa: 14,033. A brasileira caiu para a quinta posição, atrás das duas americanas e das russas Aliya e Seda Tutkhalyan.

Jade, por outro lado, viu sua competição terminar mais cedo, e de forma triste. Em sua segunda acrobacia no solo, a ginasta aterrissou mal, sentiu muitas dores no pé direito e abortou a série. Chorando muito, ela teve de deixar o ginásio de cadeira de rodas, sob aplausos da torcida, que tentava dar força a Jade.

3ª ROTAÇÃO

Era a hora da trave, o aparelho mais temido por Rebeca. Ele derrubou as russas. Aliya Mustafina não chegou a cair, mas cometeu falhas, tirou 13,866 pontos. Seda Tutkhalyan caiu na saída e recebeu 13,800. Era a chance de voltar à zona do pódio, mas Rebeca falhou muitas vezes, não estava firme e perdeu pontos importantes. A nota 13,600 para a oitava posição.

Simone Biles e Aly Raisman, por sua vez, não tiveram problemas na trave. A maior campeã mundial da história retomou a liderança e ainda abriu meio ponto de vantagem para Aliya com a nota 15,433. Aly conseguiu 14,866 pontos e subiu para o terceiro posto.

4ª ROTAÇÃO

Entre as favoritas ao título, Mustafina foi a primeira a se apresentar no solo. Ela encantou o público com um clássico ballet russo, mas não arrebatou os juízes: 13,933 pontos. Seda Tutkhalian falhou. Com duas quedas, saiu da disputa até do top 10. Era a vez de Rebeca. Ao som de Beyoncé, ela como sempre cativou a torcida. Só que os árbitros foram duros. A nota 13,766 tirou a brasileira do top 10.

O ouro parecia estar mesmo entre as duas americanas. Aly foi a primeira a se apresentar. Atual campeã olímpica do solo, ela brilhou com músicas tradicionais judaicas. Antes mesmo da nota 15,433 ser divulgada, já estava em prantos, chorando de felicidade. Simone não demorou muito para também cair em lágrimas. Ela que está sempre sorrindo, que já está acostumada ao topo do pódio, se emocionou. Depois de mais uma fantástica exibição no solo, conseguiu 15,933 pontos e confirmou o favoritismo. Com 62,198 pontos, dois de vantagem para Aly, Simone conquistou seu segundo ouro no Rio de Janeiro.

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