Menu lateral
Imagem
Imagem
Imagem
Gazeta >
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
Imagem
Menu lateral Busca interna do GazetaWeb
Imagem
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
X
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no facebook compartilhar no linkedin
copiar Copiado!
ver no google news

Ouça o artigo

Compartilhe

Pouco dinheiro e paixão: a saga das angolanas, queridinhas na Rio 2016

Ao contrário das gigantes do handebol feminino, país investe apenas US$ 500 mil por ano em todas as seleções femininas

São 24 jogos na história das Olimpíadas. Em 19 deles, o handebol feminino de Angola deixou a quadra derrotado. Empatou outros dois e até o Rio de Janeiro tinha apenas uma vitória, essa contra a Grã-Bretanha, um time que disputou a competição em Londres apenas por ser país-sede. Na Cidade Maravilhosa, contudo, o jogo virou. O patinho feio virou cisne. Com Belinha fazendo um gol atrás do outro e a carismática Teresa Bá fechando tudo debaixo das traves, as angolanas estrearam batendo a Romênia, terceira colocada no último Mundial, e depois triunfaram contra Montenegro, prata nos Jogos de 2012. Diante da Noruega, atual bicampeão olímpico, o time africano conheceu sua primeira derrota, mas ainda sonha com uma vaga inédita nas quartas de final.

Tudo em um só lugar.

Receba as principais notícias do Gazeta Esportes no WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >
Aplicativo na whatsapp Store

Agora, as angolanas, queridinhas da torcida, terão o Brasil pela frente, na sexta-feira, às 9h30, em jogo decisivo para as duas partes na Arena do Futuro. A nítida evolução da modalidade no país, porém, é feita aos trancos e barrancos. Se a goleira gordinhaBá e suas colegas viraram até música no coro dos brasileiros, com direito a"Bá, eu te amo, Bá, eu te amo, meu amor", em Luanda o trabalho da federação nacional é voluntário e as atletas chegam a passar quatro meses do ano sem partidas oficiais. E se o handebol feminino do Brasil recebeu quase R$ 9,5 milhões de patrocínios em 2015 para todos os custos operacionais e conta com um centro de treinamento recém entregue de R$ 13 milhões, todas as seleções femininas de Angola, da base ao profissional, dividem no máximo US$ 500 mil anuais (R$ 1,5 milhão anuais).

Leia também

- A seleção começa a trabalhar 15 dias antes das competições, por conta de todas as dificuldades. É questão de política esportiva de uma nação. Se tivéssemos toda a estrutura dessas seleções que estão aqui na Olimpíada, provavelmente estaríamos em pé de igualdade com essas equipes. Porque material temos, pessoas com boa vontade temos. A nível federativo, somos voluntários, temos nossos afazeres e damos nossa contribuição. Pegamos um bocado do nosso saber e constituímos a federação - explica Ilídio Candido Manuel.

A dificuldade financeira, inclusive,abalou o grupo na partida contra a Noruega, na quarta-feira. O técnico Filipe Cruz citou que as jogadorasnão receberam o valor combinado pelo comitê olímpico angolanoe isso teria desestabilizado o time para o confronto perdido por 30 a 20. Ao contrário das outras seleções, nenhuma jogadora de Angola atua nas grandes ligas europeias e todas jogam dentro do próprio país.

Shorts Youtube
Play
Homem morre após acidente de moto em Craíbas

Homem morre após acidente de moto em Craíbas

Play
Prefeito de Piaçabuçu se pronuncia pela primeira vez após ser afastado do mandato

Prefeito de Piaçabuçu se pronuncia pela primeira vez após ser afastado do mandato

Play
Família Pereira negocia com Lira e mantém voto em Renan Filho para o governo

Família Pereira negocia com Lira e mantém voto em Renan Filho para o governo

Play
Incêndio atinge apartamento na Ponta Verde

Incêndio atinge apartamento na Ponta Verde

Play
Vídeo mostra Rick e Bruno Avelar antes de embarcarem em helicóptero

Vídeo mostra Rick e Bruno Avelar antes de embarcarem em helicóptero

Mescla de gerações e entrosamento


				Pouco dinheiro e paixão: a saga das angolanas, queridinhas na Rio 2016
FOTO: Thierry Gozzer / Globo Esporte

O entrosamento também é fundamental. Do time olímpico, oito jogam no Primeiro de Agosto, time estruturado no país e que paga salários acima da média de um trabalhador angolano normal, fazendo com que as atletas possam apenas se preocupar em jogar handebol e estudar. Outras quatro são do Petro de Luanda, rival direto na briga pelo campeonato nacional que dura apenas dez dias.

- São poucos intercâmbios na Europa. Nosso campeonato nacional tem apenas duas equipes disputando a final sempre. Apesar de ser disputado por seis ou oito equipes.  A verdade é que elas ficam muito tempo de férias. Quase quatro meses. Por isso, procuramos encorajá-las a não deixarem o estudo, que é de importância. O nosso segredo também passa por sermos campeões africanos nos juvenis, no cadete, juniores e profissional masculino. Existe uma sequência de trabalho - conclui Ilídio, lembrando que a chegada do técnico Felipe Luís, que era do time masculino, também mudou a qualidade do grupo.

Brasil prega respeito e elas sonham com vitória

Em Londres 2012, Angola e Brasil fizeram jogo disputado no handebol feminino. A seleção venceu por 29 a 26, mas não teve moleza. Quatro anos depois, a capitã Dara não espera facilidade mesmo jogando dentro de casa. Ela diz que é preciso respeitar as angolanas pelo que elas fazem dentro de quadra e que a evolução do esporte no país não vem de hoje.


				Pouco dinheiro e paixão: a saga das angolanas, queridinhas na Rio 2016
FOTO: Getty Images

Apesar da derrota para a Noruega, a primeira na Olimpíada, as angolanas acreditam que é possível surpreender o Brasil dentro de casa e garantir a classificação na próxima rodada. Teresa Bá, a goleira que tomou o coração brasileiro e além de atuar tem comércio em Luanda, frisa que por serem forjadas nas dificuldades, as meninas africanas não desistem nunca e confiam que é possível triunfar.

- Precisaremos entrar concentradas contra o Brasil, viemos de uma derrota e depois de amanhã precisaremos dar tudo. Sabemos que a torcida do Brasil nos apoia mas estará do lado brasileiro - contou a arqueira de Angola.

História olímpica do handebol angolano

Atlanta 1996 - 3 jogos e 3 derrotas

Coreia do Sul - 25 x 19 (D)

Alemanha - 27 x 12 (D)

Noruega - 30 x 18 (D)

Sydney 2000 - 4 jogos e 4 derrotas

Hungria - 42 x 22 (D)

Romênia - 35 x 25 (D)

França - 29 x 27 (D)

Coreia do Sul - 31 x 24 (D)

Atenas 2004 - 4 jogos, 3 derrotas e 1 empate

Espanha - 24 x 24 (E)

Coreia do Sul - 40 x 30 (D)

França 29 x 21 (D)

Dinamarca - 38 x 22 (D)

Pequim 2008 - 5 jogos, 4 derrotas e 1 empate

França - 32 x 21 (D)

Noruega - 31 x 17 (D)

China - 32 x 24 (D)

Romênia - 28 x 23 (D)

Cazaquistão - 24 x 24 (E)

Londres 2012 - 5 jogos, 4 derrotas e 1 vitória

Rússia - 30 x 27 (D)

Croácia - 28 x 23 (D)

Montenegro - 30 x 25 (D)

Brasil - 29 x 26 (D)

Grã-Bretanha - 31 x 25 (V)

Rio 2016 - 3 jogos, 2 vitórias e 1 derrota

Romênia - 23 x 19 (V)

Montenegro - 27 x 25 (V)

Noruega - 30 x 20 (D)

Tags

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos

Aplicativo na Google Play Aplicativo na App Store
Aplicativo na App Store

Relacionadas