Servidores da Educação iniciam mobilização de cinco dias e fazem ato em Maceió
Categoria programou uma série de atividades a serem realizadas nos próximos cinco dias
Os servidores da educação deram início, nesta quinta-feira (28), à paralisação que tem como objetivo pressionar o governo do estado a conceder o reajuste e implantar o piso da categoria. Os trabalhadores estão fazendo uma panfletagem e depois pretendem acampar na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), no Cepa, em Maceió. Eles vão paralisar as atividades por cinco dias.
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De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal), Maria Consuelo, o governo está pagando o piso apenas para os trabalhadores de nível médio, que é o antigo pedagógico. ?Ou seja, o governo investe no início da carreira, mas não no fim. E quem tem nível superior, mestrado, doutorado? Piso sem carreira é o mesmo que teto?, destacou.
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Para marcar os cinco dias de paralisação, os trabalhadores montaram uma agenda que contempla atos públicos e até palestras. Nesta sexta-feira (29), acontece um ato público na Praça dos Martírios, às 8h. No dia 1º será realizada uma visita às escolas pela manhã e à tarde uma palestra com a economista Luciana Caetano, que vai falar sobre a conjuntura do estado e do país.

Além do reajuste salarial e da implantação do piso, também integram a pauta o pagamento das progressões, que eles esperam desde abril, e a convocação da reserva técnica. De acordo com o Sinteal, o Governo de AL está chamando 150 aprovados, mas existem mais de mil candidatos à espera da nomeação. Eles também reivindicam que os secretários escolares sejam agregados à pasta da educação. Hoje eles pertencem ao Gabinete Civil.


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"Nunca vi isso acontecer em nenhum estado. Aqui, no concurso de 2005, eles foram vinculados ao Gabinete, sem direito ao plano de cargos e carreiras. Queremos trazê-los para a educação", conta Consuelo, que não descarta a possibilidade de haver uma greve geral dos servidores, a depender das negociações com o governo.
