Comissão propõe sindicância para investigar apologia a estupro na UFPB
Estudantes teriam usado em trote placa com a frase "miss estupra". Professor denunciou o caso
Um suposto caso de apologia ao estupro durante um trote de estudantes universitários está sendo investigado pela Comissão de Direitos Humanos daUFPB. De acordo com a denúncia, feita por uma estudante da instituição, alguns estudantes veteranos de engenharia química estariam forçando as alunas novatas a usarem uma placa com a frase "miss estupra". Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (19), entre a Comissão, a direção do Centro de Tecnologia e a coordenação do curso de engenharia química, foi feito um requerimento formal pedindo uma sindicância para investigar a realização do trote e apologia ao estupro.
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Além disso, a Comissão de Direitos Humanos decidiu junto aos presentes na reunião que será ministrada uma palestra para os estudantes dos cursos que compõem o Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba para discutir e conscientizar sobre a cultura de estupro. A Comissão é formada por onze membros efetivos e oito colaboradores e é composta por professores efetivos, substitutos e discentes. Ela foi instaurada formalmente ao gabinete da reitoria desde 1990.
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O trote teria acontecido na sexta-feira (15), e um professor integrante do núcleo denunciou a prática por meio das redes sociais. Segundo o professor Estêvão Palitot, que atua no Departamento de Ciências Sociais do campus IV, emRio Tinto, Litoral Norte, ele estava indo até o Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da UFPB quando viu os professores debatendo o assunto. "A aluna conseguiu pegar a placa e levou para denunciar e provar o acontecimento. Eu fiquei indignado com a situação e resolvi postar o material para que as pessoas se conscientizassem sobre a situação", explicou.
Palitot explicou que o debate sobre os trotes universitários precisa ser levado para o campo acadêmico. "A questão do trote, em si, já é algo problemático e precisa ser discutido em nível acadêmico, inclusive. O que vemos são muitos casos de violência, não só física, mas também simbólica, como é neste caso, e isso é algo que não podemos deixar passar. Este tipo de prática, da cultura do estupro, deve ser enfrentada", disse.


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