Cardozo fala contra impeachment nesta quarta no Senado; Dilma não vai
Presidente afastada comunicou nesta terça (5) que havia desistido de depor
Responsável pela defesa de Dilma Rousseff, o ex-ministro José Eduardo Cardozo representará a presidente afastada na sessão desta quarta-feira (6) da comissão especial do impeachment marcada para tomar o depoimento da petista no processo de afastamento. A reunião terá início às 11h.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Após incertezas em torno do comparecimento de Dilma na sessão, a própria presidente afastada informou nesta terça-feira (5), em sua conta pessoal no microblog Twitter, que não iria depor à comissão especial do Senado. Na rede social, ela comunicou que Cardozo a representaria na sessão desta quarta e que estava avaliando comparecer, em outra ocasião, no plenário da Casa.
Leia também
"A minha defesa amanhã [quarta] será feita por escrito e lida pelo meu advogado [Cardozo]. Estamos avaliando a minha ida ao plenário do Senado, em outro momento", publicou a petista na rede social.
Apesar de ter se manifestado sobre o assunto apenas na tarde desta terça, o G1 apurou que Dilma já havia informado à comissão do impeachment que não iria comparecer ao colegiado nesta quarta.


Candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar faz campanha em Marechal Deodoro

Regras do TCE-AL obrigam gestores a abrir contas e detalhar dívidas para sucessores

Prefeito de Rio Largo descobre rastreador clandestino instalado em carro oficial

Liderados pelo PT, apoiadores fazem caminhada pró-Lula no Benedito Bentes
A assessoria da comissão especial do impeachment informou que não há previsão de espaço para que senadores façam perguntas ao advogado de Dilma após ele ler a manifestação escrita pela presidente afastada.
Cronograma
A comissão especial do impeachment está na fase intermediária do processo de afastamento, chamada de "pronúncia". Nesta etapa, os integrantes do colegiado devem, após depoimento de testemunhas e de produção de provas, perícia e interrogatório da defesa de Dilma, analisar o relatório que será elaborado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).
Caberá ao parlamentar tucano opinar se procede ou não a denúncia de que Dilma cometeu crime de responsabilidade. Caso o relatório de Anastasia diga que a denúncia é procedente e o plenário principal do Senado aprove o parecer, por maioria simples, a presidente afastada será levada a julgamento final.
De acordo com cronograma aprovado pela comissão especial, a discussão e a votação do parecer de Anastasia no plenário do Senado deve acontecer no dia 9 de agosto.
Na semana passada, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que, se durante o processo de impeachment a Casa decidir pelo julgamento da presidente afastada, isso acontecerá entre os dias 25 e 27 de agosto.
