Servidores se mobilizam para cobrar reajuste salarial do Governo do Estado
Categorias dizem que, com o acordo de moratória, estado terá recursos para aumentar vencimentos
A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL) em Alagoas, Rilda Alves, cobrou do governador Renan Filho (PMDB) a aplicação do reajuste salarial dos servidores públicos estaduais após o acordo de moratória firmado nessa segunda-feira (20) entre o governo federal e os estados. Com esse acordo, Alagoas deixará de pagar cerca de R$ 54 milhões de juros à União mensalmente, de uma dívida total estimada em R$ 10 bilhões.
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De acordo com Rilda, com esse acordo celebrado e pactuado pelo presidente em exercício, Michel Temer (PMBD), o governador Renan Filho não poderá "apontar mais uma vez que o estado de Alagoas é o que mais paga juros à União e, diante disso, o reajuste para as categorias não pode ser concedido". Nesta quarta-feira, as lideranças de classe de todas as categorias vão se reunir na sede da CUT para discutir as próximas ações em busca do reajuste.
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"Uma categoria ou outra conseguiu avançar em pautas individuas. Mas, no geral, o reajuste dos servidores está travado. Desde o mês de abril estamos tentando sentar com Renan, mas até agora não conseguimos, infelizmente. Entendemos que a situação fiscal do Brasil é difícil, mas é preciso dividir o peso dessa realidade. É inaceitável que recaia sobre o trabalhador todas essas consequências. Vamos cobrar e exigir um caminho. A desculpa de falta de recursos para tal cai por terra", expôs Rilda.
Em entrevista àGazetaweb, o governador Renan Filho declarou ontem que, apesar de ter conseguido uma vitória importante para o estado, o momento atual é de cautela, ''priorizando e organizando as finanças do Estado para enfrentar a crise". Na visão dele, o acordo celebrado entre Temer e os governadores não resolve tudo, ''mas foi uma boa sinalização para os gestores estaduais".


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Após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na tarde desta segunda-feira (20), em Brasília, a proposta aceita pelo governo federal dá uma carência de 24 meses, sendo que nos 6 primeiros o desconto será de 100% aos governadores. A partir de janeiro de 2017, esse desconto será reduzido gradualmente, em aproximadamente 5,5 pontos percentuais por mês, até junho de 2018.
Nesta terça-feira, a reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para saber detalhes sobre uma possível negociação com o funcionalismo, mas até o fechamento desta matéria, a pasta ainda não havia dado retorno.
