Mirando Gabriel Jesus, Barça já gastou R$ 235 milhões com promessas brasileiras
Douglas, Henrique e Keirrison foram as últimas decepções a serem contratadas pelo time catalão
O Barcelona está muito interessado em contratar o atacante Gabriel Jesus, do Palmeiras. As notícias dos veículos de comunicação da Espanha afirmam que o clube vê o atleta com perfil e potencial para vestir a camisa azul-grená. E investir em promessas que jogam no Brasil não é uma novidade para o time catalão. Mas pagar uma boa grana e vê-las não se dando bem é uma realidade: já foram R$ 235 milhões gastos desta maneira.
Tudo em um só lugar.
Receba as principais notícias do Gazeta Esportes no WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O caso mais recente é o do lateral-direito Douglas. Contratado por quatro milhões de euros (R$ 15 milhões) no meio de 2014, ele nunca conseguiu sequer ameaçar o titular Dani Alves. Segundo dados do site Soccerway, ele atuou em apenas oito partidas no Barça em duas temporadas, totalizando parcos 379 minutos em campo.
Leia também
Se Douglas chegou a entrar em campo, o zagueiro Henrique e o atacante Keirrison não tiveram nem chances de mostrar serviço no clube. O primeiro foi contratado em 2008, quando tinha 22 anos, por oito milhões de euros (R$ 30 milhões), mas viu seu período se resumir a seguidos empréstimos (Bayer Leverkusen, Racing Santander e Palmeiras).
A situação foi a mesma em relação ao centroavante. Com 20 anos, foi contratado pelo Barça por 14 milhões de euros (R$ 54 milhões) e foi imediatamente repassado ao Benfica. Foi o só o primeiro empréstimo: ainda atuou por Fiorentina, Santos, Cruzeiro e Coritiba, para o qual se transferiu sem custos após o término de seu vínculo com o time espanhol.


Homem acusado de atropelar e matar adolescente vai a julgamento

Homem morre após acidente de moto em Craíbas

Prefeito de Piaçabuçu se pronuncia pela primeira vez após ser afastado do mandato

Família Pereira negocia com Lira e mantém voto em Renan Filho para o governo
Mas alguns jogadores até tiveram chances, mas não conseguiram corresponder. Em 2001, o Barça trouxe dois jovens para o elenco: o volante Fábio Rochemback, ex-Inter, e o meia Geovanni, ex-Cruzeiro. O primeiro veio por nove milhões de euros (R$ 34 milhões), jogou duas temporadas e depois foi emprestado ao Sporting, sem voltar ao clube.
O segundo foi a contratação mais cara entre as promessas que não se concretizaram: chegou por 21 milhões de euros (R$ 81 milhões) , foi pouco utilizado na sua segunda temporada e saiu do clube - foi para o Benfica, clube em que conseguiu brilhar.
Outro que se encaixa neste pacote de frustrações para o time catalão é o ex-atacante Roberto Dinamite. Ele chegou para a temporada 1979/80, fez dois gols em sua estreia, mas depois não conseguiu ter espaço com o técnico Helenio Herrera.
Ainda há o caso do meia Giovanni, ex-Santos, que chegou ao clube com 24 anos em 1996 por 5,5 milhões de euros (R$ 21 milhões). Depois de duas temporadas consideradas até boas, ele perdeu espaço com Louis Van Gaal e se transferiu em 1999, para o Olympiakos.
Da turma toda que o Barça contratou diretamente de clubes brasileiros há duas exceções notáveis: Evaristo de Macedo (veio do Flamengo em 1957) e Neymar (era do Santos e chegou em 2013). No caso, os dois eram mais consagrados quando foram contratados.
Se contratar promessas diretamente do mercado brasileiro é normalmente um problema para a equipe catalã, a situação muda quando o contratado vem de um clube europeu. Na lista há Ronaldo, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Belletti, Edmílson, Sylvinho, Dani Alves, Maxwell, Adriano e o luso-brasileiro Deco.
