CRB busca parcelar débito fruto de ação na Justiça do Trabalho
Clube teve R$ 355 mil bloqueados depois de sindicato de jogadores profissionais ingressar com ação; diretoria teme dificuldade com folha de pagamento
Após ter R$ 355 mil bloqueados pela justiça trabalhista de São Paulo, o CRB, agora, corre contra o tempo para que a dívida contraída à época em que os contratos eram realizados via Futebol Brasil Associados (FBA) seja paga de maneira parcelada pelo clube alagoano.
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De acordo com o advogado e presidente do Conselho Deliberativo do Galo, Fernando Paiva, o time alvirrubro não tem condições financeiras de efetuar o pagamento de forma integral, o que comprometeria o pagamento dos atletas que atualmente defendem o CRB. Ele ainda confirma, porém, que os salários do mês de junho já foram quitados, apesar de o clube temer o que possa acontecer nos próximos meses.
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"Nós já sabemos que não temos mais direito a recorrer da decisão, mas temos ingressado com ações para que o clube não tenha que desembolsar esta montante de uma só vez, o que causaria um impacto muito grande em nossas finanças, podendo atrapalhar o CRB no cumprimento de seus compromissos os atletas e demais funcionários", disse Paiva.
A dívida foi protestada pelo Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (Sapesp) e consiste no pagamento de direitos de imagens relativos ainda ao ano de 2003. Contudo, a atual direção do CRB disse não ter conhecimento da ação, pois, com a morte do ex-presidente regatiano José Cabral, os dirigentes que o sucederam acabaram perdendo a comunicação no tocante ao processo trabalhista.


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Segundo Paiva, além do Galo, mais 23 clubes estão na mesma situação."O ex-presidente José Cabral era um dos diretores da FBA, mas, com a sua morte e a extinção da entidade, perdeu-se a comunicação com a vara trabalhista responsável por este caso. Na época, ainda não tínhamos processos via internet, já que tudo era feito de maneira física. Foi por isso que o clube acabou surpreendido com uma dívida referente à ação com mais de uma década", emendou Fernando Paiva.
