Manifestantes se reúnem na orla e pedem o fim da "cultura do estupro"
Ato se concentrou no Alagoinhas, na orla de Ponta Verde, e seguiu em direção ao Iphan, no bairro do Jaraguá
Centenas de mulheres se reuniram, na tarde deste sábado (4), na orla de Ponta Verde, em Maceió, para pedir e cobrar o 'fim da cultura do estupro' no Brasil. Com cartazes, pinturas no corpo e gritos de ordem, as manifestantes - das mais variadas raças e credo -, levantaram a mesma bandeira, em uma só voz, cobrando respeito e apoiando as vítimas "dessa cultura". Apesar de a polícia acompanhar a manifestação, o ato foi pacífico e aconteceu também em outras cidades do Brasil. A reação das manifestantes se deu após o estupro coletivo de um adolescente no Rio de Janeiro.
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De acordo com Luciane Araújo, uma das organizadoras do ato e militante do Movimento Mulheres em Luta, os eventos organizados são de extrema importância e servem para chamar a atenção da sociedade.. "Estamos aqui para chamar a atenção dos alagoanos e levantar a pauta das mulheres. São anos sofrendo com essa cultura. É muito triste uma mulher ter medo de sair sozinha na rua e passar por tantas situações de violência todos os dias. É preciso mudar", expôs Luciane.
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Questionada pela reportagem sobre a ' cultura do machismo', Luciane afirmou que a sociedade brasileira está doente e supostos valores antigos ainda propagam esse pensamento. As organizadoras do ato estimam que cerca de 200 mulheres estiveram presentes na manifestação. "Estamos protestado contra esse pensamento retrógrado que alimenta a opressão que ainda é presente hoje. A mulher vive em um mundo de violência, onde homens são protagonistas de tudo. Basta olhar para o lado e constatar", reforçou.
A estudante universitária e integrante do Coletivo Afrocaeté , Letícia Sant'ana, de 20 anos, ressaltou a importância da divulgação sobre o tema, bem como a discussão das situações que as mulheres enfrentam cotidianamente. "As mulheres sofrem violências diárias e não podemos nos calar. Casos de estupro e violência contra as mulheres não devem ser considerados comuns".


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Na tarde chuvosa deste sábado, as manifestantes saíram do Alagoinhas e seguiram em direção ao Iphan, no bairro de Jaraguá, pela avenida principal da praia, entoando gritos como "Se cuida seu machista, a América Latina vai ser toda feminista"; "Nem recatada, nem do lar. A mulherada está na rua para lutar"; "Se o corpo é da mulher, ela dá para quem quiser". No ato, estiveram presentes militantes do Movimento Mulheres em Luta, Feministas do Maracatu e o Coletivo Afrocaeté.
"O ato é justamente para mostrar que não aceitamos mais essa situação. Queremos intimidar e mostrar que o machismo está aí e precisamos lutar contra todo tipo de violência. O intuito é mostrar que o caso do Rio Janeiro não é o único, não foi uma situação isolado. Todos os dias mulheres são violentadas e ainda são culpas por isso", disse a estudante Waleska Priscila, de 21 anos, que compareceu ao ato para fortalecer o movimento.

