Servidores do INSS protestam contra fim do Ministério da Previdência
Eles decidiram ocupar, por tempo indeterminado, o prédio-sede do órgão, no centro de Maceió
Os servidores do INSS de Alagoas realizam uma manifestação, nesta terça-feira, contra o fim do Ministério da Previdência e contra o que classificam como sucateamento do próprio Instituto Nacional de Seguridade Social. A manifestação começou no início da manhã, quando os servidores decidiram ocupar o prédio-sede do INSS, localizado na antiga Rua da Praia, centro de Maceió.
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"Queremos denunciar um grave e alarmante plano de destruição do Ministério da Previdência Social, um dos mais antigos do Brasil, e o completo desmonte do INSS. O presidente interino, Michel Temer, quer entregar este patrimônio público do povo brasileiro para as grandes seguradoras internacionais, enquanto que o povo pobre será relegado a segundo plano, perdendo completamente seus direitos previdenciários", afirma a presidente do Sindicato dos Previdenciários (Sindprev-AL), Lúcia Maria Santos.
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A líder sindical lembra, ainda, que o sindicato mantém o pagamento de cerca de R$ 37 bilhões mensais, perfazendo R$ 484 bilhões anuais, montante que é destinado a mais de 33 milhões de aposentados e pensionistas.
Com a MP 726, destaca o Sinprev, o governo transferiu o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, enquanto a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), o Conselho de Recursos e a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) ficaram sob a responsabilidade do Ministério da Fazenda, "sem uma justificativa que mantenha os direitos constitucionais dos brasileiros".


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"A intenção do governo ilegítimo de Michel Temer é rebaixar os valores dos benefícios. A União também objetiva a adoção de idade mínima para as aposentadorias por tempo de contribuição, a desvinculação do valor dos benefícios previdenciários do salário mínimo, e o desvio de recursos da Seguridade Social para outros fins, impulsionando a previdência complementar privada", reforça a sindicalista.
De acordo com os manifestantes, a ocupação - que conta também com o apoio de vários movimentos sociais, a exemplo de CUT e Sinteal - "contra o desmonte do INSS pelo governo de Michel Temer" seguirá por tempo indeterminado. Os servidores também ocuparam o gabinete da gerência executiva, no 9º andar do edifício.
