Ato contra abuso sexual estende varal com roupas sujas de sangue no Rio
Manifestação acontece em apoio a jovem vítima de estupro coletivo.
A orla da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, amanheceu neste sábado (28) com um ato contra abusos sexuais e em apoio a jovem, de 16 anos, que foi vítima de um estupro coletivo na Zona Oeste da cidade. A manifestação aconteceu em frente ao hotel Copacabana Palace e chamou a atenção de pessoas que passavam pelo local.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A intervenção expôs um varal com 33 peças de roupas sujas de "sangue", que representavam os possíveis 33 suspeitos de terem praticado a violência contra a jovem. Além disso, a organização do ato afirmou que 130 rosas seriam distribuídas para as mulheres que passavam pelo local, representando os cerca de 130 estupros diários que acontecem no Brasil. O protesto foi promovido pela associação de defesa dos direitos humanos Somos Todos Vítimas.
Leia também
Em conversa com o G1, o pastor e participante do projeto, Leonardo Apicelo, afirmou que a sociedade tem uma cultura machista que precisa acabar.
"A sociedade tem uma visão machista e preconceituosa que precisa acabar. Hoje a mulher ocupa todos os escalões da sociedade, não há como se negar que nós dependemos hoje delas. As mulheres conseguem índices melhores em muitas profissões e precisam ser valorizadas. Existe uma cultura machista que acaba incentivando o estupro e tantas outras coisas. A mulher é vítima de piadas como "lugar de mulher não é no volante, é na cozinha", essas coisas não fazem bem para a estima delas. Toda mulher é um ser humano e a gente tem que respeita-lá como tal", disse.


Governo de Alagoas apresenta números da violência e reforço na segurança pública

Lula critica família Bolsonaro e alerta para ameaça de novo tarifaço

Traficante com mandado por feminicídio é preso com arma e drogas em Maceió

Suspeito de matar jovem de 19 anos no Ouro Preto, em Maceió, é preso
Durante a manhã deste sábado, o prefeito Eduardo falou sobre o caso ao participar de uma inauguração na Zona Sul do Rio. "A gente tem uma secretaria da mulher, a gente já abriu uns três centros importantes de defesa da mulher, basicamente na Zona Oeste. A gente trabalha nas áreas mais pobres da cidade onde esses casos são mais incidentes. Acho que é importante não só o trabalho de apuração da polícia, mas cada vez mais a gente ampliar esses serviços", disse o prefeito.
Na noite desta sexta (27), a Polícia Civil ouviu um jovem que diz ser responsável pela divulgação, na internet, das imagens da adolescente. Identificado como Raí de Souza, o rapaz, de 22 anos, não estava entre os suspeitos identificados até então pela polícia como envolvidos no caso.
Raí compareceu à Cidade da Polícia juntamente com Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, jogador de futebol que a adolescente disse à polícia ser seu namorado e com quem ela teria saído na noite anterior ao ocorrido. Segundo o delegado, Lucas negou namorar a garota e Raí foi quem assumiu ter tido relações sexuais com ela.
