Não é preciso alterar a lei da delação premiada, diz ministro da Justiça
Alexandre de Moraes disse que não há o que se falar em 'falhas' na delação
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse nesta quarta-feira (25) que não há necessidade de alteração da lei da delação premiada, que permite a pessoas envolvidas em irregularidades colaborar com investigações em troca de benefícios como redução de pena ou de multa.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Moraes foi questionado sobre críticas ao uso desse tipo de colaboração e sobre o audio divulgado pelo jornal "Folha de S. Paulo" que mostra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendendo mudança nessa legislação para impedir presos de colaborarem com investigações.
Leia também
"Não há, a meu ver, o que se falar em ausência de fiscalização da delação premiada. Não há o que se falar em falhas na delação premiada, porque os quatro grandes atores participam", afirmou o ministro da Justiça, após evento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em Brasília.
"E só existe delação premiada se o Poder Judiciário homologar. Não acho que haja necessidade de nenhuma alteração legislativa", completou ele ministro.


Motociclista morre após acidente em Teotônio Vilela e deixa esposa grávida

Polícia cumpre mandados de prisão durante operação

Incêndio destrói depósito de recicláveis em Maceió

Carros colidem em cruzamento na Ponta Verde em Maceió
As gravações divulgadas pela "Folha de S.Paulo" nesta quinta mostram conversas entre o presidente do Senado e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Nelas, Renan defende a regulamentação da lei de delação para impedir que pessoas que estejam presas possam fazer delação premiada.
Cabeça
Alexandre de Moraes afirmou que a delação premiada "é um instrumento importantíssimo" para o combate ao crime organizado e que é necessário "atacar a cabeça da organização criminosa".
"[A delação premiada] é um meio de prova inteligente, não adianta, isso se verificou em vários países e é o que estamos vendo no Brasil", disse Moraes.
"Não adianta ficar prendendo só o quarto escalão, no máximo o terceiro escalão, porque esse se renova facilmente. A ideia é que você possa, com meios de prova, entre eles a delação premiada, você possa atacar a cabeça da organização criminosa", afirmou.
Segundo o ministro, isso permite acabar com quadrilhas inteiras. "No momento em que você faz isso, em qualquer dos setores de corrupção, de criminalidade organizada, pelo menos nessa quadrilha você cessa a atividade", completou.
Operação Lava Jato
Questionado sobre as gravações divulgadas pelo jornal "Folha de S. Paulo" e que mostram o ex-ministro do Planejamento do governo Temer, Romero Jucá (PMDB-RR), falando em um "pacto" para barrar a Lava Jato, Alexandre de Moraes disse que a posição do governo é avançar nas investigações.
"O posicionamento do governo Michel Temer, do Ministério da Justiça, é avançar em todas as investigações de corrupção, em especial dando todo apoio à Lava Jato, que é a maior operação contra a corrupção feita no país", disse.
