Renan Filho diz que não concede reajuste até que cenário econômico melhore
Governador cita atrasos de salários em outros estados; governo anuncia recursos para pesquisa
O governador Renan Filho (PMDB) afirmou, na manhã desta terça-feira (24), durante evento no Teatro Deodoro, em Maceió, que não concederá reajustes salariais para os servidores públicos do Estado enquanto não houver mudanças no cenário econômico do País. De acordo com ele, só a melhora progressiva da economia permitirá ao governo elevar salários.
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"Não adianta tapar o sol com a peneira. O Rio de Janeiro, por exemplo, deixou de pagar ontem [segunda-feira] um empréstimo financeiro internacional no valor de R$ 8 milhões. No país, onze estados estão com a folha salarial atrasada. Vamos aguardar mudanças para negociar qualquer reajuste para os servidores", disse Renan Filho ao citar o contexto nacional.
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Renan Filho anunciou nesta manhã, durante evento no Complexo Cultural do Teatro Deodoro, investimentos na ordem de R$ 8 milhões em pesquisas que devem fortalecer a área de ciência e tecnologia em Alagoas. Os investimentos serão feitos por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeal) e deverá contemplar instituições de ensino superior.
"Além deste recurso que busca desenvolver ainda mais o processo científico, com o aporte nesta primeira etapa de R$ 8 milhões, também estamos batalhando novos recursos junto ao CNPQ [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico], e está em andamento a construção do polo de tecnologia da informação de Alagoas", disse o governador.


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Segundo ele, em outros estados do país, os recursos para a ciência e tecnologia "foram jogados ao chão" devido à crise nacional. "Alagoas fez um grande esforço para manter viva esta área e, inclusive, está ampliando os recursos", complementou o gestor.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Pablo Viana, comemorou o aporte de recursos e disse que o estado deve, paulatinamente, atingir os percentuais de investimentos previstos pela legislação.
"A legislação prevê um aporte de 1,5% para a área de pesquisa, mas, hoje, ainda não alcançamos este percentual. Temos apenas 0,5%, mas vamos conseguir chegar ao que a lei preconiza. É importante ressaltar que os R$ 8 milhões não são destinados apenas para bolsas, mas também para a compra de equipamentos e outras ações de apoio e desenvolvimento à pesquisa. De oito a nove editais já foram selecionados", disse o secretário.
