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Mais capitais têm ocupações contra o fim do Ministério da Cultura

Nesta sexta, manifestantes ocuparam prédios no AC, GO e MS. Vinte e uma capitais, incluindo Brasília, registram protestos pelo país.

Manifestantes contrários à extinção do Ministério da Cultura (MinC) ocupam, até esta sexta-feira (20), prédios públicos ligados à pasta em ao menos 21 capitais, incluindo Brasília. Os atos têm participação de artistas e produtores culturais.

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Os grupos protestam contra a decisão do presidente em exercício, Michel Temer, de transferir as atribuições do MinC para a pasta da Educação, que passa a se chamar Ministério da Educação e Cultura (MEC).

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Em boa parte das cidades, os locais ocupados são sedes da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os protestos também são contrário ao governo Michel Temer. Na quinta-feira já ocorriam ocupações em 18 capitais contra o fim do ministério.

Nesta sexta, houve ocupação de prédios em Campo Grande (MS), Goiânia (GO) e Rio Branco (AC):

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- Campo Grande (MS): a ocupação da sede do Iphan começou no início da manhã e também defende o Sistema Único de Saúde (SUS), os Direitos Humanos e a saída do presidente interino Michel Temer (PMDB), além de reivindicar também repasses para a cultura sul-mato-grossense.
O movimento é formado por fóruns de cultura da capital e estadual, colegiados setoriais de teatro, dança, música, cinema e audiovisual, conselhos de cultura e outros movimentos que apoiam a causa.
- Goiânia (GO): grupo de 100 pessoas ocupou no fim desta tarde a sede do Iphan. Segundo os manifestantes, durante a ocupação acontecerão apresentações culturais no prédio e que vão elaborar um documento com as reivindicações para o governo estadual e um posicionamento junto à movimentação nacional.
A direção do Iphan em Goiás disse que, em uma reunião com os manifestantes, ficou acordado que não haverá qualquer dano ao patrimônio público.
- Rio Branco (AC): cerca de 60 pessoas ocuparam no início da noite a sede do Iphan. De acordo com o presidente da Federação de Teatro do Acre e do Conselho Estadual de Cultura, Lenine Alencar, que participa da ocupação ,os artistas fizeram um acordo com o dono do prédio em que o Iphan funciona e a ocupação não deve ser contínua no edifício.
Ainda segundo Alencar, não há previsão para o fim do ato. "Somos contra a extinção do MinC e a favor que esse governo se retire", disse.
Além dessas três capitais, protestos também ocorrem em:  Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e São Paulo (SP).

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