FAF faz campanha pela paz nos estádios e mostra torcidas na final do Alagoano
Vídeo tem o objetivo de mostrar o importante papel da torcida em uma partida de futebol
Um vídeo produzido e divulgado esta semana pela Federação Alagoana de Futebol (FAF) mostra a relação dos torcedores com os seus respectivos clubes durante o último clássico das multidões, pela final do Campeonato Alagoano. O intuito é dar visibilidade às cenas de alegria, amor e comemoração protagonizadas pelas torcidas em todos os clássicos, para que a paz seja promovida e a violência pare de fazer parte dos jogos no Rei Pelé. As imagens foram divulgadas dez dias depois da partida que terminou com cenas de violência entre torcedores do CSA e CRB, manchando a maior festa do futebol alagoano.
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No vídeo, a presença do público é enaltecida, afinal, o espetáculo acontece também nas arquibancadas, onde os protagonistas da festa são torcedores de todas as idades, tanto dentro do estádio quanto fora dele.
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Na página oficial do Facebook, a FAF divulgou o vídeo com os seguintes dizeres: "Futebol é amor incondicional. É paixão, é união, mas acima de tudo, futebol é respeito. É desse jeito que o torcedor deve agir. Com respeito, amor, admirando a conquista da competição. [...] Repudiamos qualquer forma de violência e agressividade. Temos certeza que isto não faz parte do esporte. Futebol deve ser motivo de alegria, de abraço, de sorriso e de paz."

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O surgimento de uma Torcida Organizada é um fenômeno totalmente ligado a tudo aquilo que o futebol pode proporcionar ao torcedor fervoroso. A paixão compartilhada e estampada a cada jogo em forma de faixas e adereços é mais bonita. O time precisa disso. Na maioria das vezes o empurrão vindo das arquibancadas pode definir um placar. O grito impulsiona.
Foi isso que Ricardo José Couto Belo viu que o Centro Sportivo Alagoano precisava e merecia lá em 1984. O fundador da primeira torcida organizada de Alagoas conseguiu reunir uma diretoria e um corpo formado por aproximadamente 70 membros efetivos para que o CSA tivesse a sua ajuda externa concretizada.
A Força Jovem nasceu e morreu pequena, mas cumpriu todas as metas previstas e necessárias para aquela época. Além de dar o primeiro passo para que as arquibancadas alagoanas não deixassem nada a dever para os demais espetáculos brasileiros.
Fazendo um comparativo com a situação atual, surge uma dúvida quando o assunto é tentar explicar como um intuito tão franco e de puro amor pelo time tem acabado tantas vezes em sucedidas tragédias: O que deu errado? O que está faltando nas Torcidas Organizadas? A resposta de Ricardo é seca e direta: Organização.
