Pesquisa mede índices de poluição de rios da bacia hidrográfica alagoana
Levantamento está sendo feito por alunos de engenharia ambiental e os resultados serão apresentados em junho deste ano
Uma equipe formada por alunos e professores do Centro Universitário Tiradentes (Unit), em parceria com o Comitê Hidrográfico das Bacias Lagunares Mundaú e Manguaba (CELMM) e a Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), faz, desde a primeira semana de fevereiro deste ano, uma pesquisa que visa medir os impactos que as mudanças temporais, os índices de vegetação e as ações humanas causam na qualidade da água em vários pontos de rios que fazem parte da bacia hidrográfica alagoana.
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Os levantamentos foram feitos em rios que têm a nascente em Marechal Deodoro, além do Rio Sumaúma, Rio Estivas, Rios Remédio. Na manhã desta quinta-feira, o grupo coletou amostras no Riacho do Silva, que é considerado o primeiro manancial de água potável da cidade de Maceió, em pontos que ficam localizados no Parque Municipal de Maceió.
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A ideia surgiu de um estudo iniciado pelo professor e engenheiro agrônomo da Sempma, Valdir Martiniano, em 2011, que teve como objetivo estudar a bacia do Riacho do Silva e a influência das ações humanas na qualidade dessa água. Foram encontrados trechos urbanos que tinham o despejamento de esgoto perto das nascentes do riacho por falta de saneamento básico.
"Mesmo depois dos levantamentos e de conseguir, com a apoio do Ministério Público e da Sempma, fechar alguns empreendimentos que despejavam resíduos no riacho, ainda existem estabelecimentos comerciais próximos à foz, além de retiradas de areia ilegalmente", relata Valdir.


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O intuito dessa nova pesquisa, realizada cinco anos depois, é atualizar os dados, tanto da averiguação do professor Valdir quanto dos dados colhidos pela CELMM.
A aluna do 6º período do curso de Engenharia Ambiental na Unit, Rafaela Vieira, é uma das alunas que está participando dessa nova coleta e reconhece a importância da renovação desses materiais.
"As amostras de água serão analisadas em laboratório para que possamos ter uma ideia exata do que está acontecendo com esses rios atualmente e como isso interfere no complexo inteiro", explica Rafaela.
Marcius Lima, professor de Práticas de Engenharia Ambiental da Unit, acompanha a sondagem dos alunos e diz que o resultado da pesquisa será apresentado na reunião do Comitê de Bacias, agendada para o dia 17 de junho.
"Após a análise, os alunos farão a comparação dos dados de acordo com os levantamentos do trabalho do professor Valdir acerca do Riacho do Silva. Em relação aos outros rios, os nossos resultados sobre o índice qualidade de água deles serão inéditos e o intuito é continuar com essas pesquisas para que possamos analisar essas águas com outros parâmetros", conclui.
