TJ rejeita recurso do MPE que pedia extinção das torcidas organizadas em Alagoas
Assunto voltou à discussão após pancadaria registrada no jogo entre CRB x CSA
Os desembargadores da Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) rejeitaram, durante a sessão plenária desta quarta-feira (18), o recurso apresentado pelo Ministério Público de Alagoas (MPE) que pedia a extinção das torcidas organizadas nas arenas esportivas de Alagoas. O tema entrou mais uma vez em discussão após a pancadaria registrada no final do Campeonato Alagoano.
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O voto do relator do processo, desembargador Tutmés Airan, foi acompanhado pelos demais integrantes da Corte.Tutmés apontou que o recurso apresentado pelo MPE perdeu o objeto, em virtude dele ter autorizado, antes dessa matéria ser analisada, o funcionamento das sedes das torcidas organizadas em Alagoas.
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Ainda em seu voto, o desembargador ressaltou que segue vedada a participação das torcidas organizadas e a participação das agremiações organizadas nos estádios, com o uso de vestimentas, faixas, cartazes, bandeiras, instrumentos musicais ou a articulação de qualquer outro meio que possa identificá-las como torcidas.
O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Sérgio Jucá, acredita que a presença de torcidas organizadas nos estádios alagoanos é 'uma tragédia anunciada'. Ele lembrou que, em 2005, o MPE pediu ao Poder Judiciário a extinção das organizadas, mas a solicitação foi negada por uma juiz de primeiro grau. Na sessão desta quarta-feira, o recurso do MPE que pedia a revisão da decisão do primeiro grau foi rejeitada.


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Em recente entrevista àGazetaweb, Jucá esclareceu que o Ministério Público de Alagoas não seria contra as torcidas se não houvesse registros de violência entre os integrantes dessas agremiações ao longo dos últimos anos. Segundo Sérgio Jucá, os levantamentos das autoridades da Segurança Pública de Alagoas apontam que há alguns anos as organizadas reúnem "vândalos, baderneiros e criminosos".
"Sou torcedor e há mais de 20 anos deixei de ir aos estádios por medo. Inclusive, deixei de levar filhos e netos. O que aconteceu domingo no Rei Pelé, com aquelas cenas lamentáveis, o MPE tentou evitar em 2005. Mais dia, menos dia, essa tragédia iria acontecer. Nós vimos o absurdo registrado no Rei Pelé", pontuou.
