Petrobras conclui venda de filial na Argentina
Valor da transação é de US$ 892 milhões, informou a estatal. Operação envolve venda de 67,19% de participação na Pesa
A Petrobras informou nesta terça-feira (03), por comunicado, que concluiu a negociação para a venda de sua participação de 67,19% na Petrobras Argentina (Pesa) para a Pampa Energía pelo valor de US$ 892 milhões. A empresa é avaliada em US$ 1,327 bilhão.
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Além da venda de 67,19% na Pesa, a operação envolve a retenção pela Petrobras de 33,6% da concessão de Rio Neuquen - áreas com potencial de produção de gás natural na Bacia Neuquina, na Argentina - e de 100% do ativo de Colpa Caranda - campos de produção de gás natural na Bolívia.
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A Pesa atua nos segmentos de exploração e produção de óleo e gás, e na geração, transmissão e distribuição de energia.
A operação faz parte do programa de desinvestimentos da Petrobras para 2015-2019 e sua conclusão está sujeita à deliberação e aprovação pela Diretoria Executiva e pelo Conselho de Administração da Petrobras, bem como pelos órgãos reguladores competentes.


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O plano de desinvestimentos, anunciado em junho de 2015, previa US$ 130,3 bilhões em investimentos. Em outubro do ano passado, a estatal já tinha reduzido em US$ 11 bilhões a previsão de investimentos para 2015 e 2016, e em US$ 7 bilhões os gastos operacionais previstos para o período. Os investimentos previstos foram reduzidos para US$ 19 bilhões em 2016, ante projeção anterior de US$ 27 bilhões.
Prejuízo recorde em 2015
A Petrobras teve perda líquida de R$ 34,836 bilhões em 2015, o maior prejuízo anual registrado pela companhia, segundo dados da Economatica, superando as perdas de R$ 21,587 bilhões de 2014. A maior parte veio do ajuste, para baixo, no valor dos ativos (reservas, plataformas, campos etc) da companhia.
A Petrobras atribuiu o prejuízo recorde ao ajuste (impairment) de ativos e de investimentos, "principalmente em função do declínio dos preços do petróleo e incremento nas taxas de desconto. Pesou ainda a queda de 5% nas receitas e dos preços de exportação de petróleo e derivados.
Ou seja, por conta de condições de mercado menos favoráveis e da despesa com a desvalorização do real, a Petrobras agora estima que seus ativos (reservas, plataformas, campos etc) valem R$ 47,6 bilhões a menos do que era estimado até então.
