Caetano admite momento de reflexão no Fla: "Temos que lamber as feridas"
Em 36 minutos de entrevista coletiva, diretor de futebol afirma que Muricy, apesar dos resultados, segue "muito confiante" e diz que cobrança é diária
Na vigiada reapresentação do Flamengo, com direito aviatura da Polícia Militar na porta do Ninho do Urubue segurança reforçada na portaria, foi o diretor executivo Rodrigo Caetano o porta-voz do departamento de futebol. Depois de reuniões com o técnico Muricy Ramalho, o vice de futebol Flavio Godinho e o presidente Eduardo Bandeira de Mello, o dirigente apareceu na coletiva e deu explicações após a eliminação na semifinal do Campeonato Carioca - 2 a 0 para o Vasco.
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- Tivemos reunião hoje, assim como ontem conversamos entre nós, projetando o que precisamos corrigir para frente. Tivemos, claro, questionamentos internos. Mas é o mesmo time que vinha de três vitórias, vencendo por 3 a 0, com supremacia em cima dos adversários. Neste jogo em específico (contra o Vasco) era jogo único, tinha conotação diferente, porque o adversário tinha vantagem do empate, o que era legítimo pela melhor campanha, mas não conseguimos reverter a vantagem. Mas é início de trabalho, além da mudança de comissão técnica, tivemos mudança significativa de elenco. As peças precisam se ajustar. Pela cobrança e grandeza do Flamengo, há diferença em relação a outras equipes em que, por não terem pressão, tanta cobrança, acabam se encaixando antes. É consenso de que há alguns acertos a serem feitos, mas o trabalho liderado pelo Muricy está no caminho certo. Ele enfatizou hoje que dos inícios de trabalhos que fez é um dos em que mais esteve confiante. Em nível de elenco, trabalho e estrutura. Mas temos que lamber nossas feridas e lembrar das cicatrizes. Temos um primeiro jogo do Brasileiro que às vezes vale muito mais do que o último. Essas primeiras rodadas vão valer. Vamos tentar entrar forte no Brasileiro - disse o dirigente do Flamengo.
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O Flamengo volta a treinar na parte da tarde nesta terça-feira, em atividade fechada à imprensa. Na quinta e na sexta, as atividades também serão em tempo integral. O time estreia no Brasileiro dia 15 de maio contra o Sport, ainda em local indefinido. Pela Copa do Brasil, a equipe deve retornar a jogar no dia 4 - contra Imperatriz (MA) ou Fortaleza (CE), pela segunda fase.
Sem entrar em detalhes das conversas durante o treino desta terça-feira, que foi todo fechado, o diretor disse que conversou com 12 atletas do elenco individualmente e protegeu o quanto pôde alguns em especial. Principalmente aqueles que mais convivem com críticas da torcida, como o zagueiro e capitão Wallace e o goleiro Paulo Victor.


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- Não pensamos numa saída (de ninguém), pelo contrário. Meu papel aqui não é demagogia, mas qualquer tipo de avaliação sempre será interna. São atletas que estão no clube há um tempo, jogadores em quem o clube acredita. Os personagem escolhidos nas derrotas se modificam, às vezes não. Só muda o endereço. Acontece aqui no Flamengo, mas mais aqui por trabalharmos no clube de maior torcida do Brasil e quem sabe do mundo. Tudo que a gente faz é alinhado com a comissão técnica. Tenho certeza que os dois serão importantes na caminhada do Brasileiro. Quando perde, perdemos todos. Quando ganha, ganham os atletas - disse o diretor.
Benfica não quer liberar César Martins
Questionado sobre reforços, principalmente para o setor defensivo, o dirigente disse que não foi por falta de tentativa que não chegou mais zagueiro algum para o elenco. A diretoria contratou Juan, titular da defesa, e Antônio Carlos, que veio para o time alternativo que seria usado no Carioca, mas não entrou em campo. Rodrigo Caetano afirmou que quando chegaram a um nome não houve condições financeiras de contratar - o GloboEsporte.com noticiou que o Nacional, do Uruguai, recusou proposta de cerca de R$ 4 milhões do Flamengo - ou, em outros casos, não houve consenso no nome a ser contratado.
- Nunca deixamos de falar que queríamos um nome para reforçar a zaga, que queríamos ter número maior de opções. Não conseguimos nesse período, seja por questão financeira ou por não chegar a consenso que não executamos (a contratação). Nossa prioridade já era essa desde o início. As reuniões que seguimos fazendo são para avaliar. Não vai ser por conta da eliminação que vamos abandonar (essa ideia) - afirmou Caetano, admitindo que dificilmente César Martins continua no Flamengo. - César tem contrato até o fim de junho. Nas primeiras conversas com o Benfica eles não passaram que estavam dispostos a estender o empréstimo. Assim está até o momento. Qualquer coisa diferente disso é mera especulação.
Se foi menos enfático que o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que considerou o trabalho de Muricy excelente, em entrevista nesta segunda-feira, o diretor de futebol reforçou a confiança em todo o trabalho do departamento de futebol.
- Atletas, diretoria e comissão. Todos estão muito tristes com a eliminação, mas fazendo as reflexões que nos permitam fazer um grande Campeonato Brasileiro. O trabalho, segundo nossa avaliação, vem no caminho correto. Tivemos uma reunião para projetar a continuidade na Copa do Brasil e no Brasileiro. Queremos fazer as correções que julgamos serem necessárias para entrarmos fortes no Brasileiro. Não tivemos êxito na final da Primeira Liga e nem no estadual, em ambos ficamos na semifinal. Mas não invalida o maior propósito, que é a reconstrução de equipe e elenco. Por mais que esperássemos resultados, o período ainda é reduzido. Acreditamos muito no trabalho que está sendo feito - defendeu o dirigente.
