Temer não é a favor de aumento de impostos, diz presidente da Fiesp
Skaf almoçou neste domingo com vice-presidente Michel Temer em Brasília. Presidente da Fiesp trouxe proposta para ajuste fiscal sem alta de tributos.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse neste domingo (24) que o vice-presidente da República, Michel Temer, não é a favor de aumentos de impostos.
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"Ele ouviu atentamente a tudo isso [propostas] e não é a favor de aumento de impostos", declarou Skaf, após almoço com Temer no Palácio do Jaburu, em Brasília. Questionado se o vice-presidente da República concorda com a visão de Skaf que não é preciso aumentar impostos, ele respondeu de forma direta: "Concorda", declarou.
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"Foi boa conversa. Vim fazer uma visita e trazer a nossa preocupação em relação a esse momento do Brasil. Essa situação de aumento de desemprego, de fechamento de indústrias, de comércio, essa situação grave na área econômica que muito preocupa. E também a nossa preocupação constante de não para qualquer aumento de impostos, seja a CPMF, ou qualquer tipo de impostos", disse em seguida a jornalistas.
Acompanhado de outros diretores da Fiesp, o presidente da entidade, Paulo Skaf, levou ao vice uma proposta de ajuste fiscal na economia sem necessidade de aumento de tributos. Uma das medidas, por exemplo, seria o corte de ministérios no governo federal.


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Paulo Skaf, da Fiesp, que lançou recentemente a campanha ?Não vou pagar o pato?, contra o aumento de tributos, afirmou que em ?hipótese nenhuma? vai apoiar a elevação de tributos, entre eles o retorno da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF).
"Acreditamos e sabemos que é possível fazer um ajuste fiscal, se acertar as contas, na mão das despesas, reduzindo desperdícios, reduzindo despesas, de forma a equilibrar. O orçamento desse ano tem uma receita de R$ 1,1 trilhão e uma despesa de R$ 1,2 trilhão de gastos. Você só tem uma forma de aumentar a arrecadação, com a retomada do crescimento do país. E para retomar o crescimento não é aumentando impostos. A solução não é aumentar impostos e esfriar ainda mais a economia", declarou na saída do Jaburu.
Segundo Skaf, na reunião, que começou por volta das 11h, não houve convite para fazer parte de um eventual governo, se a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma for acolhido também pelo Senado Federal. ?Não conversamos sobre isso?, declarou ele.
Junto com outras associações, a Fiesp apoia o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Filiado ao PMDB, Skaf também é próximo de Temer, que nos últimos dias tem recebido conselheiros, economistas e ex-ministros para deixar pronta uma equipe caso venha a assumir a Presidência, se Dilma for afastada pelo Senado.
Outras reuniões
Neste sábado (23), Temer recebeu no Jaburu o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que, na saída do encontro, elogiou o vice-presidente. Ele negou que tenha sido convidado para assumir algum ministério num eventual governo Temer, mas afirmou que o peemedebista tem uma visão "correta" sobre a atual situação econômica.
Ao deixar o encontro, o presidente interino do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse que Temer está conversando com vários economistas para poder dar uma resposta "rápida" ao país, caso assuma a Presidência. Ele destacou, porém, que não foram feitos convites para cargos ou ministérios.
Em São Paulo, na semana passada, Temer se reuniu em seu escritório com com o ex-ministro da Fazenda Delfim Neto.
Ainda neste sábado, o senador e ex-governador de São Paulo José Serra defendeu a participação do PSDB num eventual governo de Temer. "Se o futuro presidente Michel Temer aceitar os pontos programáticos do PSDB, o partido deve apoiar o governo. E se apoiar o governo e for convidado, deve participar do governo", escreveu.
