Militares lançam movimento e cobram justiça por morte de capitão em serviço
Oficial foi morto durante uma abordagem no bairro da Santa Amélia, em Maceió
Militares de diversos Batalhões da Polícia de Alagoas lançaram, nesta quinta-feira (14), um movimento cobrando justiça pela morte do capitão Rodrigo Rodrigues, baleado enquanto estava em serviço no último sábado (8), em Maceió. Os militares alegam que, diante das informações que já foram divulgadas, o suspeito de efetuar os disparos deve ser indiciado por homicídio qualificado no inquérito policial aberto pela Polícia Civil.
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Em imagens veiculadas nas redes sociais, os militares manifestam preocupação com a possibilidade de serem as próximas vítimas, perdendo a vida durante uma abordagem. Eles cobraram, inclusive, a aplicação de leis mais duras para esse tipo de crime. "Meu amigo morreu tentando recuperar um celular de quem ele nem conhecia, e ainda falam mal dessa nossa polícia", expôs um militar em sua rede social.
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Nesta sexta-feira (15), às 19h, integrantes da corporação vão participar da missa de 7ª dia do falecimento do capitão Rodrigues. A solenidade será realizada na igreja Nossa Senhora Aparecida, no bairro Inocoop, próximo ao conjunto habitacional Eustáquio Gomes, na parte alta de Maceió. Com cartazes e vestindo camisas que cobram justiça, os militares vão manifestar apoio ao familiares do oficial.
O caso


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O capitão Rodrigo Moreira Rodrigues, de 32 anos, foi morto a tiros, no fim da noite de sábado (9), durante uma ocorrência no bairro de Santa Amélia, na parte alta de Maceió. Ele teria sido recebido à bala por um homem que estava dentro de uma residência.
Um dos tiros acertou o militar na região do pescoço. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. Os militares informaram que a guarnição tentava localizar suspeitos de ter roubado um aparelho celular. O equipamento possui rastreador.
Agnaldo Lopes de Vasconcelos, de 49 anos, foi preso pela morte do capitão Rodrigo Rodrigues. Ele alegou, em depoimento na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) que atirou em direção ao militar por confundi-lo com um bandido.
