Operação prende suspeitos de roubo a banco e tráfico liderados por reeducandos
Investigações indicaram que um dos presos liderava ações do Presídio de Segurança Máxima
Uma operação deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (14) que envolveu promotores do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual (MPE), e militares do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP) resultou na prisão de quatro pessoas. Dentre os presos estava um homem que seria o líder do tráfico de drogas em dois bairros de Maceió diretamente do sistema penitenciário.
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Ao todo, foram quatro mandados e prisão e dois de busca e apreensão cumpridos. Drogas e 10 bananas e dinamite foram apreendidos.
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As investigações do Gecoc duraram quatro meses e se concentraram contra o braço forte de uma grande organização criminosa que atua em quase todos os bairros da capital. Do grupo investigado, descobriu-se que Marcelo Pereira dos Santos, mais conhecido como "Marcelo Neguinho", comandava o comércio ilegal de entorpecentes nos bairros do Jacintinho e Jatiúca, de dentro do Presídio de Segurança Máxima, mais precisamente da cela 6B.

Situação semelhante ocorreu também com Renato dos Santos, apelidado de "Feio". Ele era gerente da organização criminosa comandada por Marcelo e está recolhido no Cadeião, de onde, segundo a apuração do Gecoc, coordenada o tráfico de drogas na região do Jacintinho. Ele também foi levado à Central de Flagrantes.


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Mãe e gerente presos em casa
A mãe de Marcelo Pereira, Marileide Pereira dos Santos, foi presa em casa. Ela é apontada como tesoureira da organização. Com ela foram apreendidos R$ 400 em dinheiro, vários depósitos bancários e aparelhos celulares.
Como era ela quem movimentava as finanças do bando, o Gecoc pedirá ao Judiciário o bloqueio de todas as contas bancárias.

Após perceber a movimentação das autoridades, o suspeito ainda tentou jogar a cocaína dentro do vaso sanitário, porém, foram tiradas fotografias para comprovar que Paulo Victor tentou se livrar de uma das provas do crime. Tanto ele, quanto Marileide Pereira, assim como todo o material apreendido, foram levados à Central de Flagrantes.
Os seis mandados, quatro de prisão e dois de busca e apreensão, foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

