Exame residuográfico de suspeito de matar capitão deve ficar pronto em 15 dias
Material foi colhido pelo Instituto de Criminalística e enviado para a sede da Polícia Federal em Brasília
O exame residuográfico feito no suspeito da morte do capitão Rodrigo Moreira Rodrigues, 32 anos, será concluído fora do Estado. O material colhido foi entregue pelo Instituto de Criminalística à Polícia Federal em Alagoas, que enviará as amostras para o Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. O resultado deve sair em 15 dias
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É na capital federal que está instalado o Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) da Polícia Federal. Segundo o chefe do Instituto de Criminalística de Alagoas, José Cavalcante de Amorim Medeiros, o equipamento é capaz de identificar as substâncias presentes no material colhido, além de ampliar a imagem em até 300 mil vezes para visualizá-las.
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Cavalcante explica que, após o crime, uma equipe do IC esteve na delegacia responsável pelo flagrante e coletou amostras de possíveis resíduos nas mãos do suposto atirador, Agnaldo Lopes de Vasconcelos, 49 anos.
"Como Alagoas não possui este equipamento, entrei em contato com a equipe de peritos da PF, que prontamente se disponibilizou a nos ajudar, enviando o material para o Instituto Nacional de Criminalística, que, por sua vez, abriga os laboratórios utilizados para exames feitos pela Polícia Federal", disse o perito criminal.


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O chefe do IC reforçou, ainda, que este tipo de exame é muito utilizado para identificar vestígios de pólvora sempre quando uma arma de fogo é utilizada. A identificação é possível porque, após efetuar o disparo, a arma expele, tanto pela parte dianteira, como pela traseira do cano, uma expansão gasosa da combustão do explosivo presente nas munições, aderindo-se à superfície da pele.
E segundo prevê o procedimento operacional padrão da perícia criminal adotado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, a coleta dos resíduos em pessoas vivas deve ser realizada até seis horas após o disparo, podendo ocorrer em até 12 horas quando o suspeito permanecer sob vigilância permanente.
