Presidente da Fiea defende flexibilização das negociações trabalhistas
Declaração aconteceu frente à expectativa de que governo federal "patrocine" grande reforma
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea),José Carlos Lyra de Andrade, defendeu a flexibilização das negociações trabalhistas durante reunião da diretoria da entidade, nesta quinta-feira (31), na Casa da Indústria, e que contou com a presença do desembargador João Leite Arruda, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A declaração de Lyra acontece diante da expectativa de uma grande reforma trabalhista que o governo federal deve patrocinar.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

"O setor empresarial apoia a livre negociação, ou seja, que prevaleça o que foi acertado entre empregador e empregado, ao invés do que foi legislado. Para tal, não seria necessário alterar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Bastaria acrescentar os acordos como cláusulas das convenções coletivas, com o Judiciário aceitá-los", destacou o empresário.
Leia também
Em sua palestra, o desembargador afirmou que a falta de celeridade tem sido prejudicial ao Poder Judiciário, que, este ano, deve chegar à marca dos 100 milhões de processos acumulados em todas as esferas.
"Precisamos construir um novo contrato social, trazendo o Ministério Público do Trabalho, a Justiça do Trabalho, os trabalhadores e os empresários para o debate. Há colegas no Judiciário que já percebem a necessidade urgente de se reduzir esta conflituosidade", afirmou o desembargador João Leite Arruda.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
Na Fiea, o desembargador falou sobre o tema "A legislação trabalhista na importância da prevenção ao acidente no trabalho", ressaltando que a questão é um problema dos trabalhadores, da sociedade, dos empresários e do governo. "O afastamento do trabalho gera um custo que é pago por todos", explicou.
Segundo ele, somente para o setor empresarial, os gastos com afastamento de trabalhadores chegam a R$ 12,5 bilhões anuais. Também engrossam o cálculo despesas com prêmios de seguro, salários pagos a colaboradores afastados, ações da Justiça do Trabalho, entre outras.
Robótica
Também presentes, os estudantes do Sesi/Senai de Marechal Deodoro e Atalaia, integrantes da Equipe Tecmade e que se classificaram para um torneio internacional de robótica a ser disputado em maio, na Espanha, foram recebidos pela diretoria da Fiea durante a reunião desta quinta-feira.
"De todo o país, somente três equipes foram selecionadas para o torneio internacional, sendo duas de São Paulo e uma alagoana, o que é motivo de orgulho para o Sistema Fiea", concluiu José Carlos Lyra.
