'A gente tem que restabelecer a paz', diz Lula em ato na Avenida Paulista
Ex-presidente afirma que volta ao governo não para brigar, mas para ajudar. 'País é maior que qualquer crise, vai crescer e sobreviver', diz Lula.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em discurso em ato em apoio ao governo federal, na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta sexta-feira (18), que voltou ao governo não para brigar, mas para ajudar a presidente Dilma Rousseff a fazer o que tem que ser feito no Brasil. "Eu entrei pra ajudar a presidenta Dilma, porque precisamos restabeler a paz e a esperança e provar que esse país é maior que qualquer coisa no planeta terra", disse Lula. "Não existe espaço para ódio nesse país."
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Lula também repetiu o bordão dos grupos que apoiam o governo federal e são contra o impeachment da presidente Dilma: "Não vai ter golpe!", afirmou Lula.
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"Eu aceitei entrar no ministério porque faltam dois anos e seis meses pra Dilma acabar o mandato dela e é tempo suficiente pra gente mudar este país", afirmou Lula. Ele disse que se não estiver ainda impedido por liminares da Justiça, vai começar as funções como ministro na terça-feira.
A CUT, organizadora do protesto, estima em 380 mil pessoas na Paulista no início da noite. A PM ainda não divulgou estimativa de público. O ato começou às 16h. No pico da manifestação, 11 dos 23 quarteirões da Paulista estavam ocupados. Pela manhã, a PM dispersou o ato contra o governo federal iniciado na quarta-feira, quando Lula foi nomeado Ministro da Casa Civil, e que fechou a Paulista por 39 horas.


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Lula voltou a discursar na Avenida Paulista quase 14 anos depois do discurso que fez quando foi eleito presidente pela primeira vez, em 2002.
Ele chegou ao local por volta de 19h, subiu no carro de som e fez discurso inflamado. "Eu espero que seja uma lição para aqueles que não acreditam na capacidade do povo brasileiro. Eu espero que seja uma lição para aqueles que nos tratam como cidadão e cidadã de segunda classe", afirmou Lula.
"Democracia não é um direito morto. O povo não quero que democracia seja apenas uma palavra escrita", disse.
"Eu vim para cá pensando em falar como não ficar nervoso. Quando a companheira Dilma me chamou, eu pensei muito. Quando aceitei ir ao governo, virei novamente Lulinha paz e amor. Eu vou lá para ajudar a companheira Dilma a fazer as coisas que tem que fazer por esse país", disse Lula.
"Em época de crise, a gente junta todo mundo e come o que tem, faz o que pode naquele momento que estão vivendo. Por isso, vou ajudar a companheira Dilma a fazer o que precisa fazer.
Lula falou sobre as manifestações de grupos contrários ao governo e pregou a convivência pacífica. "Precisa entender que democracia é a convivência da diversidade. Não quero que quem votou na Aécio goste de mim. Eu quero que a gente aprenda a conviver de forma civilizada com as nossas diferenças", disse.


