Harvard proíbe escola de usar brasão com símbolo escravista
Escudo foi elaborado a partir de brasão de armas de família escravocrata. Mudança ocorreu após comissão apoiar protestos de estudantes
A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, decidiu que sua escola de direito não vai mais poder usar o atual brasão porque o desenho tem como base símbolos identificados como racistas e de origem escravista.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A decisão foi tomada na segunda-feira (14) após a análise do parecer de um comitê de professores. O grupo analisava o tema desde novembro de 2015, após estudantes começarem, um mês antes, campanha no Facebook contra o símbolo.
Leia também
A escola de direito foi fundada em 1817. Mas o brasão alvo da polêmica foi desenhado em 1936 como parte da celebração do tricentenário da universidade. Ele tinha como base o brasão de armas da família de Isaac Royall, pai do benfeitor da escola.
O desenho da família Royall, tinha a representação de três fardos de trigo, reutilizados no centro do escudo de Harvard. Também compõe o desenho a palavra Veritas (em latim, verdade) escrita em três livros; ela é o símbolo geral de toda a universidade.


Turista é preso em Maceió após ser acusado de agredir e tentar jogar namorada pela janela de hotel

Porto de Pedras conquista duas Bandeiras Azuis para praias da Laje e do Patacho

Vacina Pneumo 20 já está disponível para idosos com 85 anos ou mais no SUS

Circuito Penedo abre inscrições para monitores da UFAL até 12 de outubro
No parecer pelo fim do uso, a diretora Martha Minow traça a origem do símbolo e da ligação da família com a escola. Ela relembra que, a cada ano, discutia com os novos alunos o papel de Isaac Royall Jr., benfeitor que emigrou para Boston e presenteou a universidade com o terreno que possibilitou a instalação da escola de direito de Harvard.
A professora lembra que o dinheiro que possibilitou essa doação veio da exploração do trabalho de escravos da família Royall em plantações na Antígua.
Ao determinar o fim do uso da composição com os fardos de trigo, a direção de Harvard recomendou à escola de direito que explore outras formas de reconhecer, em vez de suprimir, as realidades de sua história, sendo consciente da obrigação de honrar o passado sem tentar apagá-lo, mas trazendo a luz e aprendendo a partir dele.
Entre seus ex-alunos famosos, a "Harvard Law School" tem o presidente Barack Obama. É considerada atualmente a mais antiga escola de direito em funcionamento no mundo e divulga ter a maior biblioteca especializada no tema.
