'Selinho' de deputados durante sessão gera polêmica na Espanha
Representantes de esquerda se cumprimentaram com beijo e abraço. 'Quem dera Câmara tivesse menos insultos e mais beijos', disse um deles
Um beijo dado por dois deputados espanhóis de esquerda durante a sessão de posse dos novos integrantes da Casa, gerou muitos comentários - contra e a favor - nas redes sociais.
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O deputado Pablo Iglesias, do partido Podemos, y Xavier Domenech, do partido catalão En Comú Podem, deram um rápido "selinho" após o discurso do último - seu primeiro no parlamento espanhol. Na mesma sessão, Pedro Sánchez, do Partido Socialista, tentava ter a aprovação para formar governo e tornar-se primeiro-ministro, o que não aconteceu. A sessão foi na quarta-feira (2).
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A Espanha está há dois meses tentando formar um novo governo, sem sucesso. Uma nova sessão a respeito ocorre nesta sexta-feira.
"É bom que nós homens nos beijemos nos lábios também(...) Me emocionou ouvir o Xavi e demos um beijo,quem dera nesta Câmara houvesse menos insultos e mais beijos, disse (o rei) Juan Carlos uma vez, somos uma fábrica de amor", explicou Iglesias, segundo reportagem do site Cuatro.com.


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Domenech e Iglesias são apenas aliados políticos. A imagem do beijo chamou ainda mais atenção porque ao fundo há deputados conservadores com feições pouco empolgadas.
Tropeços
O plano de coalizão do líder dos socialistas espanhóis, Pedro Sánchez, tropeçou no primeiro obstáculo nesta quarta-feira (2), quando rivais da esquerda e da direita votaram contra a proposta no Parlamento e iniciaram uma contagem regressiva de dois meses para evitar outras eleições.
A Espanha fez pouco progresso para resolver o impasse político desde o resultado fragmentado das eleições em dezembro, quando milhões de eleitores optaram pelo partido contrário à austeridade Podemos e o novato e liberal Ciudadanos.
Nenhum partido conseguiu uma maioria absoluta na Assembleia, e a competição pelo poder terá que produzir uma coalizão com votos suficientes para resultar numa vitória.
O plano dos socialistas de se aliar com os Ciudadanos fracassou, como esperado, em ganhar os 176 votos necessários no Parlamento de 350 assentos, abrindo o caminho para uma complicada segunda votação nesta sexta.
A derrota disparou a contagem de dois meses para os partidos formarem um governo, período depois do qual uma nova eleição será convocada, provavelmente para o final de junho.
